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Produtos Suspensos

Ypê amplia canais de atendimento após decisão da Anvisa, mas mantém produção suspensa

Empresa afirma que continuará com linhas paradas para acelerar plano de ação depois de a agência identificar indícios de contaminação microbiológica e falhas sanitárias em fábrica de São Paulo
Foto: Paulo Renato Nepomuceno

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A Ypê informou neste sábado (9) que ampliou seus canais de atendimento ao consumidor e manteve suspensas as linhas de produção de sua fábrica de líquidos em Amparo, no interior de São Paulo, mesmo após obter efeito suspensivo contra a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que determinou o recolhimento e a suspensão de parte de seus produtos por suspeita de contaminação microbiológica.

Em comunicado, a empresa afirmou ter triplicado a capacidade de atendimento do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) após o aumento da procura de clientes desde a divulgação das medidas sanitárias. A companhia passou a disponibilizar dois números telefônicos — 0800 1300 544 e 0800 278 0024 —, e um canal digital específico para consumidores afetados.

A empresa também esclareceu que seguirá com as linhas de produção paradas. Elas foram interrompidas desde a quinta-feira (7). Segundo a Ypê, a interrupção envolve a fábrica responsável pela produção de lava-roupas líquidos, lava-louças líquidos e desinfetantes com lotes terminados em “1”, atingidos pela Resolução nº 1.834/2026 da Anvisa.

A suspensão voluntária das operações ocorre apesar do recurso administrativo apresentado pela companhia contra a decisão da agência. Pela regulamentação da Anvisa, o protocolo do recurso suspende automaticamente os efeitos da resolução até nova análise da diretoria colegiada do órgão.

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Na prática, isso permitiria a retomada da fabricação e comercialização dos produtos afetados. Ainda assim, a Ypê afirmou que decidiu manter a produção interrompida para acelerar o cumprimento das medidas exigidas pelas autoridades sanitárias.

“Esta medida continua em curso, independentemente do efeito suspensivo obtido com o nosso recurso, e tem como objetivo acelerar o cronograma e a conclusão de medidas apontadas pela Anvisa durante a última fiscalização”, informou a empresa.

A companhia acrescentou que pretende concluir “nos próximos dias” mais uma etapa do plano de ação voltado à adequação sanitária da unidade industrial.

Apesar da suspensão temporária dos efeitos da resolução, a Anvisa afirmou, em nota, que continua não recomendando o uso dos produtos incluídos na medida sanitária.

“Mesmo com o efeito suspensivo, a Anvisa recomenda que os consumidores não usem os produtos indicados, por segurança”, informou a agência.

Neste sábado (9), o Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo (CVS-SP) reforçou o alerta aos consumidores e afirmou que a avaliação técnica sobre o risco sanitário “permanece mantida”, mesmo após o recurso apresentado pela empresa.

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Segundo o órgão, embora a discussão regulatória siga em andamento, o entendimento técnico sobre os riscos identificados durante a inspeção não foi alterado.

“A recomendação aos consumidores é que não utilizem os produtos indicados na medida sanitária, que abrange lava-louças, sabão líquido para roupas e desinfetantes de lotes específicos da marca”, afirmou o CVS-SP em nota.

O caso ganhou dimensão nacional nesta semana, após a Anvisa determinar o recolhimento de 25 produtos das linhas de detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes fabricados em Amparo. A recomendação da agência é que consumidores suspendam imediatamente o uso de produtos cujos lotes terminem com o número 1.

A decisão foi tomada após uma nova inspeção realizada entre os dias 27 e 30 de abril pela Anvisa, pelo Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo e pela Vigilância Sanitária de Amparo. Os fiscais relataram indícios de contaminação microbiológica e falhas consideradas graves nas boas práticas de fabricação.

 

 

Por O Globo

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