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regras de tributação

Congresso prorroga até setembro medida que zera taxa das blusinhas

A proposta autoriza mudanças nas alíquotas do imposto de importação sobre remessas internacionais
Joédson Alves/Agência Brasil

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O presidente da Mesa do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), prorrogou por 60 dias a vigência da Medida Provisória 1.357/2026, que altera regras de tributação simplificada sobre remessas postais internacionais.

A prorrogação foi oficializada por ato assinado em 3 de julho pelo senador Davi Alcolumbre e publicado na edição desta segunda-feira (6) do Diário Oficial da União.

A MP foi editada pelo governo federal em 12 de maio e muda o Decreto-Lei 1.804/1980, norma que trata da cobrança de imposto de importação sobre produtos enviados ao Brasil por remessas postais internacionais.

A medida está relacionada às regras aplicadas a compras feitas em sites estrangeiros, tema conhecido como “taxa das blusinhas”.

Prazo para análise

A prorrogação segue o artigo 62 da Constituição Federal, que permite ampliar por mais 60 dias a vigência de medidas provisórias que não tenham sido votadas pelo Congresso dentro do prazo inicial.

Com isso, a MP continua produzindo efeitos enquanto aguarda análise de deputados e senadores.

Medidas provisórias têm força de lei assim que são publicadas, mas precisam ser aprovadas pelo Congresso para se tornarem lei em definitivo.

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Caso não sejam votadas dentro do prazo constitucional, perdem a validade.

O que muda

A MP 1.357/2026 autoriza o Ministério da Fazenda a alterar alíquotas do imposto de importação incidentes sobre remessas internacionais.

Segundo informações do Congresso Nacional, a medida permite reduzir a zero a alíquota para remessas de até US$ 50 e fixar em 30% a cobrança para remessas de até US$ 3 mil.

O objetivo do Governo é ajustar o regime de tributação simplificada e incentivar a adesão de empresas a programas de conformidade fiscal.

A medida ainda precisa passar pela análise do Congresso Nacional para ser mantida de forma permanente.

Com a prorrogação publicada pelo Congresso Nacional, a medida provisória permanece em vigor até 9 de setembro de 2026.

 

Por Congresso em Foco

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