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Defesa do Consumidor

Projeto exige notificação antes da negativação por serviços essenciais

Proposta altera o Código de Defesa do Consumidor para obrigar concessionárias a oferecerem renegociação antes da inclusão do consumidor em cadastros de inadimplentes
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O deputado federal Pastor Gil (PL-MA) apresentou à Câmara dos Deputados o projeto de lei 3.330/2026, que altera o Código de Defesa do Consumidor (CDC) para estabelecer novas regras antes da inclusão de consumidores em cadastros de inadimplentes por dívidas relacionadas a serviços públicos essenciais, como água, energia elétrica, esgoto e gás canalizado.

A proposta altera o artigo 43 do CDC para impedir a inscrição, manutenção ou comunicação de informações negativas em órgãos de proteção ao crédito sem que o consumidor seja previamente notificado de forma específica e clara sobre a dívida e sobre as possibilidades de renegociação oferecidas pela prestadora do serviço.

De acordo com o projeto, a notificação deverá destacar os canais de atendimento disponíveis para negociação, buscando oferecer ao consumidor a oportunidade de regularizar a situação antes da adoção da medida considerada mais gravosa, que é a negativação do nome.

 

O texto também estabelece que o descumprimento dessas exigências será considerado prática abusiva. Nesses casos, a empresa ficará sujeita às sanções administrativas previstas no Código de Defesa do Consumidor, além da exclusão imediata da restrição cadastral aplicada de forma irregular.

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Na justificativa, Pastor Gil afirma que os serviços públicos essenciais possuem natureza distinta das demais relações de consumo, por serem indispensáveis à preservação da vida, da saúde e da dignidade da pessoa humana.

Segundo o parlamentar, dificuldades financeiras temporárias, como desemprego, redução de renda, doenças graves ou outras situações excepcionais, muitas vezes levam ao inadimplemento sem que haja má-fé por parte do consumidor.

O deputado argumenta que a negativação imediata pode agravar ainda mais a situação financeira das famílias ao dificultar o acesso ao crédito, financiamentos, contratos de aluguel, abertura de contas bancárias e até oportunidades de emprego. Para ele, a proposta busca estimular a solução consensual dos conflitos, incentivando a renegociação antes da inclusão do nome do consumidor em cadastros restritivos.

Segundo o Pastor Gil, o projeto não impede a cobrança das dívidas nem elimina a possibilidade de futura negativação, mas estabelece um procedimento mais equilibrado, baseado nos princípios da transparência e proteção do consumidor.

A proposta também pretende reduzir a judicialização dos conflitos, favorecer a recuperação dos créditos pelas concessionárias e fortalecer as políticas de prevenção ao superendividamento previstas na legislação brasileira.

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Por Congresso em Foco

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