Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
Maio Cinza

Tumor cerebral: os sinais que muita gente confunde com problemas comuns

No Maio Cinza, neurocirurgião alerta para sintomas que costumam passar despercebidos — e que, descobertos cedo, mudam completamente o desfecho da doença.
Divulgação / Magnific

publicidade

Maio é o mês escolhido no mundo todo para falar sobre tumores cerebrais. A cor cinza foi adotada porque é a cor do cérebro — o órgão que comanda tudo o que sentimos, lembramos e fazemos. Só no Brasil, mais de 11 mil pessoas descobrem um tumor cerebral por ano. É uma doença menos comum que outros tipos de câncer, mas uma das mais agressivas — e por isso falar dela é tão importante.

Nem todo tumor é câncer

“Tumor cerebral é qualquer crescimento anormal de células dentro da cabeça. Mas é importante saber: nem todo tumor é câncer”, explica o neurocirurgião Leonardo Rocha Carneiro García-Zapata. Alguns crescem devagar e não invadem o cérebro saudável — são os chamados benignos. Outros crescem rápido e se espalham — são os malignos. Essa diferença muda tudo: o tratamento, o tempo de recuperação e a chance de cura.

Existem dois grupos principais. Os tumores que nascem dentro do próprio cérebro e os que chegam até ele vindos de outros órgãos — como pulmão, mama ou pele. Esse segundo tipo, chamado de metástase, é, na verdade, o mais frequente em adultos. “Uma pessoa que tratou um câncer de pulmão há anos pode ter, como primeiro sinal da volta da doença, um sintoma neurológico”, alerta o médico.

Os sinais que a população ignora

O grande problema do tumor cerebral é que os primeiros sintomas costumam ser confundidos com coisas comuns:

  • Dor de cabeça é tratada como enxaqueca
  • Esquecimento e mau humor são atribuídos ao estresse
  • Fraqueza em um lado do corpo é vista como “dormência de posição”
  • Até crises convulsivas chegam a ser interpretadas como simples desmaios
Leia Também:  IBGE: quase 94% da população brasileira se vacinou contra covid-19

“Qualquer sintoma novo que envolva o cérebro e vá piorando com o tempo precisa ser investigado. Não espere passar sozinho”, reforça o doutor Leonardo.

Quando procurar um médico

Alguns sinais merecem atenção rápida:

    • Dor de cabeça que vai piorando ao longo de semanas, principalmente forte ao acordar
    • Convulsão pela primeira vez na vida em um adulto
    • Fraqueza ou dormência em um lado do corpo
    • Mudanças na visão, na fala ou na memória
    • Alterações de comportamento ou personalidade percebidas pela família

 

  • Em crianças: vômitos pela manhã, perda de equilíbrio, queda no desempenho escolar

 

Existe cura?

Depende muito do tipo de tumor. Os benignos podem ser curados com cirurgia em mais de 90% dos casos. Os mais agressivos ainda não têm cura definitiva — mas existem tratamentos que conseguem prolongar a vida e manter qualidade. Em todos os casos, a regra é a mesma: quanto mais cedo o diagnóstico, melhores são as opções.

Os tratamentos hoje

O tratamento dos tumores cerebrais combina várias frentes. A cirurgia é a principal — hoje feita com tecnologia que permite remover o tumor sem afetar funções como fala e movimento. Em alguns casos, o paciente fica acordado durante a operação para que o médico consiga preservar áreas importantes do cérebro.

Depois da cirurgia, podem entrar a radioterapia e a quimioterapia. E os avanços continuam: medicamentos mais modernos, dispositivos que usam campos elétricos para frear o crescimento do tumor, e até o uso de ondas de ultrassom direcionadas que conseguem “abrir uma janela” temporária no cérebro para que os remédios cheguem ao local certo. Essa última técnica é uma das mais promissoras dos últimos anos.

O alerta do Maio Cinza

Tumor cerebral pode acontecer em qualquer idade — em crianças, jovens e idosos. Na maioria dos casos, não dá para prevenir, porque a causa ainda é desconhecida. E vale lembrar: ao contrário do que muita gente acredita, celulares e redes Wi-Fi não causam tumores cerebrais. Não há comprovação científica disso.

A mensagem do Maio Cinza é direta: se você ou alguém da sua família começou a sentir algo diferente — uma dor de cabeça que não passa, uma fraqueza nova, uma mudança de comportamento —, não ignore. Procure um médico. O cérebro é o órgão que nos faz quem somos. Quando algo muda nele, é hora de prestar atenção.

 

Por Assessoria Comunicação Sem Fronteira

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade