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Servidora emprestou R$ 9 mil e terá que pagar R$ 78 mil em um dos casos de fraude dos consignados

Sindicato denuncia caso de servidora que tomou R$ 9 mil em crédito consignado e teria dívida de R$ 78 mil sem nunca receber cartão; entidade cobra instalação da CPI dos Consignados para apurar supostas fraudes na folha de pagamento dos servidores estaduais

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Uma servidora atendida pelo Sindicato dos Servidores Públicos da Área Meio do Poder Executivo, que realiza o atendimento às vítimas de fraudes do escândalo dos consignados, emprestou R$ 9 mil na modalidade de “cartão de crédito consignado” e terá que pagar R$ 78 mil. Mas nunca recebeu se quer um cartão. Foi o que revelou o presidente do Sinpaig-MT, Antônio Wagner, em entrevista ao jornal do Meio Dia da TV Vila Real.

O Sinpaig e outros sindicatos estão em campanha para que deputados estaduais assinem a CPI dos Consignados com o objetivo de investigar a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão em razão do credenciamento de empresas que teriam cometido fraudes na folha de pagamento dos servidores.

“Nesta semana atendemos uma servidora que pegou R$ 9 mil de crédito e terá que pagar R$ 78 mil, nessa modalidade de “cartão consignado” sem nunca receber um cartão. Mas se eu faço um consignado tradicional, eu teria que pagar no máximo R$ 20 mil, então quer dizer que R$ 50 mil seria uma fraude, são mais de 70% do valor tomado”, afirmou Wagner durante a entrevista.

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A servidora citada é só um dos cerca de 50 mil casos de fraude ou com suspeita de fraudes identificados pelo Sinpaig, em uma auditoria realizada pela advogada e consultora financeira Eucione Couto Mello. As descobertas da auditoria foram denunciadas ao Ministério Público de Mato Grosso, ao Tribunal de Contas do Estado e ao Governo do Estado.

Segundo Wagner, as irregularidades encontradas afetam não apenas aos servidores, mas também ao comércio de Mato Grosso, fazendo com que centenas de empresários sofram com a falta de circulação de dinheiro por conta do endividamento dos funcionários públicos.

“Esse dinheiro, em milhares de servidores, sai em centenas de milhões de reais do comércio local, esse prejuízo quem está sofrendo são os lojistas, são os empresários, são os empregados do comércio que não estão atendendo aos clientes porque os servidores não podem comprar porque estão sendo roubados”, afirmou o sindicalista.

 

Por Assessoria SINPAIG/MT

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