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Diplomacia

Lula realiza reunião a portas fechadas com Trump na Casa Branca por mais de uma hora

Lula e Trump se reúnem na Casa Branca para discutir combate ao crime organizado, tarifas comerciais e cooperação entre Brasil e Estados Unidos
Folha de SP

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está reunido com o homólogo americano, Donald Trump, na Casa Branca.

Os líderes se encontraram às 12h21 (Brasília) desta quinta-feira (7) e conversaram por cerca de uma hora e 20 minutos. O cronograma previa início às 12h e, na sequência, haveria um período reservado para fala dos líderes com a imprensa. O protocolo, porém, foi alterado.

Além de a reunião a portas fechadas ter sido alongada, eles seguiram diretamente para um almoço, sem falar com jornalistas até o momento.

Esta é a sexta visita do petista à sede do governo americano, sendo a primeira sob Trump. Em mandatos anteriores, Lula visitou a Casa Branca em 2002 —ainda como eleito, antes de assumir o cargo—, 2003 e 2008, em encontros com o então presidente George Bush. Em seguida, em 2009, encontrou Barack Obama e, já em seu terceiro mandato, o brasileiro foi recebido por Joe Biden, em 2023.

Lula chega ao encontro com o republicano com duas principais demandas. Entre elas, o objetivo de apresentar um acordo para combater crime organizado e também para discutir questões relacionadas a tarifas.

O presidente está acompanhado por cinco ministros: Mauro Vieira (Relações Exteriores), Wellington César Lima e Silva (Justiça), Dario Durigan (Fazenda), Márcio Elias Rosa (Indústria e Comércio) e Alexandre Silveira (Minas e Energia). O diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também participa da comitiva, mas não está presente na reunião do Salão Oval.

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Trump, por sua vez, está acompanhado de J. D. Vance, seu vice, além de Susie Wiles, chefe de gabinete, Howard Lutnick, secretário do Comércio, Scott Bessent, do Tesouro, e Jamieson Greer, representante comercial dos EUA.

Para prolongar a reunião a portas fechadas, a delegação brasileira pediu para que a imprensa entrasse no Salão Oval apenas no final da conversa, uma mudança de protocolo em relação a outras visitas no local.

O pedido vem após desconforto de Lula com a presença de jornalistas desde o começo da conversa que teve com Trump em Kuala Lumpur, na Malásia, em outubro de 2025. Na visão do brasileiro, isso atrapalhou o andamento daquela reunião.

O encontro no Salão Oval estava previsto no cerimonial por um período breve. Às 12h45 (horário de Brasília), segundo o cronograma inicial, os presidentes já deveriam estar em almoço. No entanto, a reunião a portas fechadas se alongou, e a agenda foi novamente alterada.

Por volta de 13h45, Lula, Trump e suas respectivas comitivas seguiram para almoço. Ou seja, a reunião reservada durou cerca de uma hora e 20 minutos, e a fala à imprensa, esperada antes da refeição, foi pulada.

O cardápio, segundo assessores do governo americano, incluiu uma entrada de salada com nabo, laranja e abacate, além de um prato principal composto por carne grelhada, purê de feijão preto, pimentões e uma espécie de conserva de rabanete com abacaxi. Para sobremesa, os líderes tiveram pêssegos caramelizados, panna cotta com mel e sorvete de nata.

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A proposta brasileira para cooperação em segurança pública inclui colaboração no combate ao tráfico de armas e lavagem de dinheiro.

A busca pelo acordo acontece enquanto o governo Trump estuda designar as facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como terroristas.

O Brasil trabalha para evitar a designação. Na visão do governo Lula, o rótulo abriria brecha legal para intervenções dos EUA em território brasileiro. O governo teme ainda a exploração política do tema pelos bolsonaristas durante a campanha eleitoral.

No entanto, não é esperado que seja firmado um acordo na visita. Há uma avaliação por parte de fontes próximas a Lula que, apesar do espectro político em que ambos estão, todas as promessas de Trump sobre conversas e encontros foram cumpridas.

Além disso, na pauta do encontro estarão as investigações da seção 301 que o governo Trump abriu contra o Brasil e podem resultar em sanções e tarifas contra o país. Do lado americano, os temas prioritários devem ser a exploração de minerais críticos no Brasil e a atuação das big tech americanas no país.

 

 

Por Folha de SP

 

 

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