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CONSUMO DIGITAL

Loja desapareceu depois da compra? Saiba o que fazer para tentar recuperar o dinheiro

Golpes no comércio eletrônico deixam consumidores sem produto e sem resposta
Foto: Unsplash

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O clique foi feito, o pagamento confirmado e a expectativa era receber a encomenda em poucos dias. Só que o prazo passa, o vendedor deixa de responder e, quando o consumidor tenta voltar ao site, descobre que a página não existe mais. Nas redes sociais, silêncio. No telefone, ninguém atende. É nesse momento que uma compra aparentemente comum pode revelar um golpe.

A primeira reação costuma ser o desespero. A segunda, a dúvida sobre quem pode ser responsabilizado. E, segundo o advogado Daniel Romano Hajaj, especializado em relações de consumo, abandonar o caso por acreditar que não há mais solução pode ser justamente o pior caminho.

“O desaparecimento da loja não significa, por si só, que o consumidor perdeu o direito de buscar uma reparação. É necessário investigar como aquela venda aconteceu e quais pessoas ou empresas participaram da operação”, explica.

Antes de tudo, guarde as evidências

Quando uma loja virtual deixa de funcionar, informações que estavam disponíveis durante a compra podem desaparecer junto com ela. Por isso, registrar e armazenar o máximo possível de evidências deve ser uma das primeiras providências.

Vale salvar o anúncio do produto, endereço do site, conversas com o vendedor, e-mails, comprovante de pagamento, número do pedido, nota fiscal, dados da empresa e imagens das páginas acessadas. Até mesmo mensagens sem resposta podem ajudar a reconstruir o que aconteceu.

Também é recomendável formalizar a ocorrência por meio de boletim de ocorrência e comunicar imediatamente o banco, a instituição responsável pelo cartão ou o meio utilizado para realizar a transferência.

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PIX, cartão e marketplace não são a mesma coisa

O caminho para tentar recuperar o valor varia de acordo com a forma utilizada para pagar. Uma transação feita no cartão, por exemplo, envolve procedimentos diferentes daqueles aplicáveis a uma transferência via PIX ou a um boleto.

As compras realizadas por marketplaces também merecem atenção especial. Embora exista um vendedor responsável pelo produto, a plataforma pode ter participado de outras etapas da operação.

“É importante identificar todos os integrantes da cadeia de consumo. Dependendo de como a plataforma atua na venda, no pagamento ou na intermediação, pode existir uma discussão sobre sua responsabilidade”, afirma Hajaj.

Isso significa que a análise não deve se limitar ao perfil ou à loja que anunciou o produto.

A velocidade pode ser decisiva

Em uma fraude, tempo é informação. Quanto mais rapidamente o consumidor percebe o problema e comunica as instituições envolvidas, mais cedo pode tentar interromper ou rastrear determinadas movimentações financeiras, além de preservar registros que eventualmente desapareçam.

A orientação, portanto, é não esperar semanas para tomar alguma atitude. Identificou que a empresa deixou de responder? Reúna os documentos, procure o banco ou administradora responsável pelo pagamento, registre a ocorrência e busque orientação especializada.

Como evitar cair em uma armadilha

Nem todo preço baixo é golpe, mas ofertas muito distantes do padrão do mercado merecem uma dose extra de cautela. Antes de comprar, é interessante pesquisar o CNPJ da empresa, conferir seus canais oficiais, buscar avaliações de consumidores e verificar se há histórico de atuação.

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Outro ponto de atenção são sites recém-criados, ausência de informações claras sobre a empresa e vendedores que pressionam o consumidor a concluir a compra rapidamente. A exigência de pagamento somente por PIX ou boleto também pode ser um sinal para redobrar os cuidados.

“Muitos golpes funcionam justamente porque o consumidor está diante de uma oferta muito atraente. Antes de pensar apenas no quanto vai economizar, é importante verificar quem está por trás daquela venda”, ressalta o advogado.

Caiu no golpe? Não encerre a história por conta própria

Mesmo que a loja tenha desaparecido, ainda pode haver caminhos para tentar recuperar o prejuízo. A possibilidade depende das características de cada operação e de quem efetivamente participou dela.

Em algumas situações, a solução pode ser buscada por canais administrativos. Em outras, pode ser necessário recorrer à Justiça para discutir o ressarcimento dos valores.

“O mais importante é não desistir imediatamente. O consumidor deve preservar todos os documentos e procurar orientação para entender quais medidas são possíveis naquele caso”, conclui Daniel Romano Hajaj.

Por GPS Brasília
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