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Internacional

Tráfego marítimo permanece praticamente parado em Ormuz

Houve apenas três travessias nas últimas 12 horas
Foto: SzymonBartosz | istockphoto

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O tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz permanece praticamente parado nesta segunda-feira (20), com apenas três travessias nas últimas 12 horas, de acordo com dados de navegação.

O petroleiro Nero, que está sob sanções do Reino Unido, deixou o Golfo e estava navegando pelo Estreito hoje, segundo análise de satélite dos especialistas da empresa SynMax e dados de rastreamento da plataforma Kpler.

Dois navios separados — um navio-tanque de produtos químicos e um navio-tanque de gás liquefeito de petróleo — navegaram separadamente para o Golfo por meio da hidrovia vital, mostraram os dados.

Navio apreendido

O cessar-fogo entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã parecia estar em perigo nesta segunda-feira, depois que os EUA disseram que haviam apreendido um navio de carga iraniano que tentava furar seu bloqueio e Teerã prometeu retaliar, recusando-se, por enquanto, a participar de novas negociações de paz.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, disse que Washington demonstrou que “não estava levando a sério” o processo diplomático e que Teerã não mudaria suas exigências claramente declaradas, acrescentando que não acreditava em prazos ou ultimatos para proteger os interesses nacionais.

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Os EUA esperavam iniciar as negociações no Paquistão pouco antes do término do cessar-fogo de duas semanas, com preparativos de segurança abrangentes em andamento em Islamabad, mas Baghaei afirmou que os EUA estavam “insistindo em algumas posições irracionais e irrealistas”.

Uma fonte sênior iraniana disse à Reuters que a continuação do bloqueio dos EUA aos portos iranianos estava minando a perspectiva de negociações de paz, e que as “capacidades defensivas” de Teerã, incluindo seu programa de mísseis, não estavam abertas à negociação.

Fonte de segurança paquistanesa informou que o principal mediador do Paquistão, o marechal de campo Asim Munir, havia dito ao presidente dos EUA, Donald Trump, que o bloqueio era um obstáculo para as negociações, e que Trump havia respondido que consideraria o conselho.

 

Por   Reuters | Jonathan Saul e Nerijus Adomaitis

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