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Redes sociais

Projeto prevê regras para uso da imagem de funcionários nas redes

Texto busca proteger os direitos de personalidade dos trabalhadores diante da crescente utilização de empregados em conteúdos para redes sociais.
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O deputado federal Nilto Tatto (PT-SP) apresentou à Câmara dos Deputados o projeto de lei 3.655/2026, que estabelece regras para o uso da imagem de empregados nas redes sociais e demais mídias digitais do empregador. A proposta altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Na justificativa, o parlamentar afirma que a preservação da imagem do trabalhador diante de sua utilização pelo empregador é uma medida indispensável para a proteção dos direitos da personalidade nas relações de trabalho.

Segundo ele, a celebração do contrato de emprego não implica renúncia aos direitos fundamentais assegurados pela Constituição Federal, entre eles a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem.

Nilto Tatto destaca que o crescimento das redes sociais como instrumento de publicidade e promoção empresarial levou muitas empresas a utilizarem empregados em campanhas institucionais, peças publicitárias, transmissões ao vivo e na produção de conteúdo digital.

Desvio de função

De acordo com o deputado, em muitos casos essa participação deixa de ser eventual e passa a integrar a rotina de trabalho, mesmo sem previsão contratual específica. Para o parlamentar, essa prática atribui ao empregado funções diferentes daquelas para as quais foi contratado e, ao mesmo tempo, explora economicamente um direito personalíssimo protegido pela legislação.

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O projeto também ressalta que a exposição da imagem do trabalhador pode produzir efeitos que extrapolam o ambiente de trabalho, sujeitando o empregado a críticas, constrangimentos, assédio virtual e outras repercussões capazes de afetar sua vida pessoal, familiar e profissional.

Outro argumento apresentado pelo autor é que, em razão da relação de subordinação própria do contrato de trabalho, o consentimento do empregado nem sempre é manifestado de forma plenamente livre, o que evidencia a necessidade de uma disciplina legal que assegure proteção efetiva contra eventuais abusos.

Segundo Nilto Tatto, a regulamentação da matéria busca harmonizar o poder diretivo do empregador com a proteção dos direitos fundamentais do trabalhador, estabelecendo maior segurança jurídica para ambas as partes nas relações de trabalho.

 

Por Congresso em Foco

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