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AGENDA AGRO

Produtores rurais debatem em Tangará da Serra proposta para ampliar acesso ao crédito agrícola

Direção estadual do PSB se reuniu com técnicos e lideranças do setor produtivo para discutir aperfeiçoamentos no Fundo Garantidor de Crédito e propostas para ampliar o acesso ao crédito rural
Divulgação

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O acesso ao crédito rural e as dificuldades enfrentadas pelos produtores para atender às exigências do sistema financeiro foram debatidos em reunião conduzida pelo vice-presidente estadual do PSB, Carlos Ernesto Augustin (Teti), no Sindicato Rural de Tangará da Serra.

O encontro reuniu, no último sábado (25), representantes do setor produtivo, técnicos e lideranças do agronegócio para discutir aperfeiçoamentos no Fundo Garantidor de Crédito, proposta construída junto ao Governo Federal e ao Congresso Nacional para ampliar o acesso ao financiamento da produção agrícola.

Conforme Carlos Ernesto Augustin (Teti), a proposta foi apresentada aos produtores justamente para receber contribuições de quem enfrenta diariamente a realidade do campo e do crédito rural. A intenção é aperfeiçoar o modelo antes de levá-lo novamente à discussão com o Governo Federal.

“As políticas públicas precisam nascer no campo. É o produtor que enfrenta o banco, os juros e o mercado todos os dias. Por isso estamos ouvindo quem vive essa realidade para construir uma proposta que realmente resolva o problema de quem produz”, afirmou.

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O Fundo Garantidor é uma política pública criada durante a pandemia para facilitar o acesso ao crédito das empresas dos setores industrial e comercial, mas que será adaptada às necessidades da agropecuária. A proposta reduz a exigência de garantias patrimoniais ao compartilhar parte do risco das operações, o que amplia o acesso ao crédito para o financiamento da produção agropecuária.

Para o presidente estadual do PSB, Pedro Taques, as soluções permanentes dependem da construção conjunta com o setor produtivo. “Nenhuma política pública consistente é construída apenas dentro dos gabinetes. Ouvir quem produz, gera emprego e enfrenta diariamente as dificuldades é o caminho para defender propostas que fortaleçam a agricultura e mantenham Mato Grosso na liderança da produção nacional”.

Os participantes também defenderam ajustes no modelo atualmente em análise pelo Governo Federal. A avaliação é que a proposta em discussão concentra esforços nos produtores atingidos por eventos climáticos extremos, quando boa parte do setor perdeu a capacidade de oferecer garantias após sucessivas safras de baixa rentabilidade, oscilações de preços e aumento dos custos de produção.

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Normando Corral, ex-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e liderança da região, destacou que o principal desafio da agropecuária deixou de ser a disponibilidade de recursos e passou a ser o acesso ao crédito. Mesmo com dinheiro disponível para financiar a produção, grande parte dos produtores não consegue atender às exigências impostas pelas instituições financeiras. “Mecanismos como o Fundo Garantidor podem reduzir esse gargalo e devolver capacidade de investimento ao setor”.

O encontro fez parte de uma série de agendas conduzidas pela direção estadual do PSB para discutir políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio. Nas últimas semanas, Pedro Taques e Carlos Ernesto Augustin (Teti) participaram de reuniões em Brasília com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, o ministro da Agricultura, André de Paula, parlamentares e representantes do setor produtivo para defender a criação de uma carteira específica no Fundo Garantidor, com potencial para alavancar até R$ 80 bilhões em novas operações de crédito rural.

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