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José Medeiros propõe custear defesa de policiais com fundo federal

Proposta institui o Marco do Apoio Jurídico ao Policial em Serviço para proteção jurídica por atos praticados no cumprimento do dever legal ou no exercício regular da função.
Bruno Spada / Câmara dos Deputados

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O deputado federal José Medeiros (PL-MT) apresentou projeto de lei 3.116/2026, que cria o Marco do Apoio Jurídico ao Policial em Serviço. A proposta institui mecanismos de assistência jurídica especializada para integrantes das forças de segurança pública que passem a responder em razão de atos praticados no cumprimento do dever legal ou no exercício regular da função.

A assistência abrangerá defesa em processos administrativos disciplinares, ações penais decorrentes de ocorrências de serviço, ações civis de responsabilização e a elaboração de peças processuais.

Poderão ser beneficiados integrantes das polícias militares, corpos de bombeiros militares, polícias civis, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, polícias penais federal, estaduais e distrital, além das guardas municipais quando estiverem atuando em atividades de segurança pública previstas em lei.

Outro ponto previsto é que o policial poderá optar pela assistência jurídica prestada por órgão público competente ou pela contratação de advogado particular credenciado junto ao programa, observados os limites de ressarcimento a serem fixados em regulamento.

Custo

Conforme o texto, também fica instituído o Fundo Federal de Assistência Jurídica ao Agente de Segurança Pública, destinado a custear esse suporte. Os recursos serão utilizados para custear serviços de assistência jurídica especializada aos beneficiários da lei.

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As receitas poderão vir de dotações orçamentárias da União, recursos provenientes de acordos judiciais, doações, contribuições legalmente admitidas e outras fontes definidas em regulamento. Estados, Distrito Federal e municípios poderão aderir ao programa por meio de convênio com a União.

O deputado argumentou que a atividade policial é uma das mais expostas a riscos físicos, psicológicos e jurídicos. Segundo José Medeiros, estudos nacionais e internacionais mostram altos índices de estresse ocupacional, transtornos psicológicos e afastamentos funcionais entre agentes de segurança.

Na justificativa, o parlamentar apontou crescimento da judicialização da atividade policial, com agentes submetidos a processos longos e custosos mesmo em situações nas quais, ao final, a legalidade da conduta seja reconhecida.

 

“Não é razoável que o mesmo Estado que exige do policial atuação imediata diante do perigo deixe esse profissional desamparado quando ele passa a responder judicialmente por atos praticados no exercício de suas funções.”

A proposta aguarda distribuição para comissões temáticas antes de ir a Plenário.

 

Por Congresso em Foco

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