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Reeleição

Infantino pode já ter votos para se manter na Fifa; adversários repensam estratégia

Sem oponentes diretos até agora, presidente da Fifa viu crise recente se dissipar, enquanto fortaleceu apoio entre nações com menor tradição no futebol; adversários devem se concentrar em restringir poderes
REUTERS/Henry Romero

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O presidente da Fifa, Gianni Infantino, pode contar com votos suficientes para ser reeleito, o que significa que seus adversários precisarão mudar de estratégia e se concentrar em restringir seus poderes — uma reviravolta acentuada semanas depois que figuras importantes do futebol acreditavam que sua posição era insustentável, segundo informaram à Reuters várias fontes a par das discussões.

“Três semanas atrás, eu achava que ele estava acabado”, disse uma fonte do futebol mundial com conhecimento em primeira mão das discussões entre dirigentes sobre as chances de Infantino manter seu cargo.

“O que eu não percebi foi até que ponto, após 10 anos no poder, as relações que ele construiu são quase inquebráveis.”

Plano financeiro frustrado

Infantino, suíço-italiano de 56 anos, enfrentou o maior desafio à sua presidência este ano após o fracasso de sua proposta de vender uma participação de 20% nas competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, a investidores privados.

O plano gerou forte oposição, com a Uefa, a Confederação Asiática de Futebol e a Concacaf da América do Norte entre as entidades que clamavam por mudanças na liderança da Fifa.

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Várias federações nacionais europeias retiraram, desde então, o apoio à reeleição de Infantino, sendo a França a mais recente a fazê-lo nesta quinta-feira (10).

Apesar de o secretário-geral da Fifa, Mattias Grafstrom, ter lamentado o que chamou de “série de eventos tristes e repreensíveis” que levou ao abandono do projeto, ele reafirmou posteriormente seu total apoio a Infantino após uma reunião de crise em Rabat.

Mas, à medida que a crise imediata foi se dissipando, a aritmética eleitoral tornou-se cada vez mais desafiadora, afirmam os oponentes à reeleição de Infantino.

Ainda não surgiu nenhum candidato capaz de angariar apoio suficiente entre as 211 federações membros da Fifa antes da eleição de março, enquanto Infantino mantém forte apoio entre nações com menor tradição no futebol e blocos importantes fora da Europa.

No Congresso da Fifa, cada federação nacional terá um voto, o que significa que qualquer desafio bem-sucedido requer uma coalizão que vá muito além dos 55 membros da Uefa, órgão regulador europeu.

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Isso deixa os oponentes de Infantino diante de um cálculo potencialmente perigoso: desafiar o presidente e perder poderia fortalecer, em vez de enfraquecer, seu domínio sobre a Fifa.

“Acho que o rumo mudou”, disse a fonte. “É um risco ainda maior para a Uefa ir à votação e não vencer.”

Uefa e Fifa foram procuradas para comentar o assunto.

Por Reuters

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