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Crise

Ídolo italiano “se assusta” com ideia de Infantino de privatização da Copa do Mundo

Ex-goleiro italiano se refere à proposta do presidente da Fifa, Gianni Infantino, que gerou uma crise na entidade
REUTERS/Henry Romero

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A ideia de Gianni Infantino, presidente da Fifa, de abrir uma empresa para vender participações em ativos comerciais não foi para a frente. O dirigente precisou abandonar o plano após uma crise se criar com federações, como Uefa e Concacaf, diante da possibilidade de que isso interferiria na Copa do Mundo. E o assunto segue dando o que falar: campeão mundial pela Itália em 2006, o ex-goleiro Gianluigi Buffon comentou que se assustou com a proposta.

A Copa do Mundo foi ótima, mas não consegui tolerar certas coisas. No entanto, trazer investimento privado para a Copa do Mundo me assusta. Se certas linhas forem cruzadas, decisões firmes serão necessárias; só assim o mundo poderá ser um lugar melhor — afirmou ele em entrevista à Gazzetta dello Sport, sobre a ameaça de boicote da Uefa às competições da Fifa. — Assim como não fizeram quando o pobre árbitro somali foi mandado para casa sem que ninguém dissesse uma palavra.

Ele se refere ao árbitro Omar Abdulkadir Artan, que teve seu visto negado para entrar nos Estados Unidos e, com isso, não pôde apitar na competição mais importante do futebol.

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O ex-goleiro, que até o início do ano era chefe de delegação da seleção italiana, cargo do qual saiu após o fracasso em se classificar para a Copa dos Estados Unidos, México e Canadá, afirmou ainda que se “impressionou” com o então candidato Infantino, a quem diz ter conhecido.

Seleção italiana: objetivo principal é ‘reencontrar ímpeto’ para voltar à Copa

Durante a entrevista, o principal assunto foi o andamento da seleção italiana, fora dos últimos três mundiais. Esse, inclusive, deve ser o objetivo principal do time, na opinião de Buffon: conseguir se classificar para a Copa de 2030.

— Agora temos que voltar atrás e torcer para reencontrar o ímpeto que nos levou ao Campeonato Europeu — afirmou Buffon, em referência à Eurocopa conquistada em 2021.

Depois de Buffon — que, pela primeira vez na carreira, se permitirá se dedicar à família e, por isso, não aceitou retornar à seleção —, outras baixas ocorreram na Azzurra: Maldini e Leonardo, que queriam um treinador novo para o projeto italiano e tinham escolhido Andrea Pirlo para o cargo, foram embora. Roberto Mancini é o novo treinador, e Claudio Ranieri, diretor técnico.

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O ex-goleiro da Itália e da Juventus comentou ainda que até se Guardiola fosse contratado, como chegou a se cogitar, o problema da seleção poderia não ter sido resolvido.

Ele é o maior dos últimos trinta anos, mas treinou clubes. A seleção nacional é outra história — afirmou à Gazzetta dello Sport.

Buffon também observa que “ninguém se importa” com o trabalho realizado na seleção, apenas com os resultados.

— Eles (torcedores) não sabem como é difícil fazer com que os jovens jogadores joguem. Antigamente, isso talvez fosse compreensível; hoje, é inaceitável. Porque éramos a liga de referência e tínhamos campeões. Hoje, talvez estejamos em quinto lugar na Europa, mas existe a pressão habitual, treinadores que lutam por um lugar todos os domingos, torcedores implacáveis: somos uma liga de transição, os grandes clubes enviam seus jogadores para cá para se desenvolverem e, apesar disso, não há espaço para os nossos jovens jogadores — desabafou. — Apenas fingimos não entender que o futebol mudou completamente nos últimos vinte anos.

Por O Globo

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