Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
Redes sociais

Dino conta “ameaça” de morte e pede educação cívica em ano eleitoral

Ministro afirmou que não divulgará nomes envolvidos no episódio e pediu ações preventivas por parte de empresas e entidades empresariais
Rovena Rosa/Agência Brasil

publicidade

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino afirmou ter sido alvo de uma ameaça de morte feita por uma funcionária de companhia aérea. Em publicação no Instagram nesta segunda-feira (18), o magistrado pediu que empresas promovam campanhas internas de “educação cívica” diante do aumento da radicalização política em ano eleitoral.

Segundo Dino, o episódio ocorreu recentemente durante um embarque. De acordo com o relato, uma funcionária da empresa aérea, ao visualizar seu nome no cartão de embarque, comentou com um agente da polícia judicial que gostaria de “xingá-lo”. Em seguida, ainda segundo o ministro, ela se corrigiu e afirmou que seria “melhor matar do que xingar”.

 

“Como não a conheço, nem ela me conhece, é claro que tais manifestações derivam de minha atuação no STF.”

 

O ministro disse que não divulgará o nome da funcionária, nem da empresa envolvida, porque o objetivo da publicação não seria tratar de um caso pessoal, mas alertar para um problema coletivo.

Leia Também:  Câmara: PT pede suspensão do mandato de Eduardo Bolsonaro

.

“Pode ter sido um caso isolado. Porém, com o andar do calendário eleitoral, pode não ser.” diz Flávio Dino em publicação no Instagram.

“Pode ter sido um caso isolado. Porém, com o andar do calendário eleitoral, pode não ser.” diz Flávio Dino em publicação no Instagram.Reprodução/Instagram

 

Preocupação com radicalização política

Na publicação, Dino afirmou que episódios de intolerância política podem representar riscos em ambientes de atendimento ao público, especialmente em setores ligados ao transporte e à segurança. Segundo o ministro, a disseminação desse tipo de comportamento pode afetar não apenas trabalhadores e clientes, mas também a segurança coletiva em aeroportos e voos.

Ele também alertou para a possibilidade de a radicalização política atingir outros segmentos da economia, defendendo que situações de hostilidade motivadas por divergências ideológicas não podem ser naturalizadas em relações de consumo ou prestação de serviços.

Apelo a empresas

Diante do episódio, Flávio Dino pediu que empresas e entidades empresariais promovam campanhas internas de educação cívica e respeito institucional, sobretudo em ano eleitoral, quando o ambiente político tende a se acirrar.

O ministro afirmou que divergências políticas fazem parte da democracia, mas que cidadãos não podem se sentir ameaçados ao utilizar serviços ou consumir produtos. Embora tenha reconhecido que o caso pode ter sido isolado, Dino disse considerar importante adotar medidas preventivas para evitar novos episódios de violência ou intimidação motivados por polarização política.

Leia Também:  Mauro Mendes passa a faixa de governador para Otaviano Pivetta no dia 31 de março

Segundo ele, ações educativas voltadas ao respeito às diferenças seriam positivas tanto para consumidores quanto para as próprias empresas e para o ambiente democrático do país.

 

“Orientem e estimulem com campanhas educativas os seus prestadores de serviço a manter o respeito a todas as pessoas, independentemente de preferências, simpatias, opiniões. Será o melhor para a empresa e para os consumidores. Será o melhor para o Brasil.”

Por Congresso em Foco

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade