Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
Cumprimento da Pena

Defesa já admite prisão de Bolsonaro em regime fechado no início de novembro

STF deve publicar acórdão da condenação por tentativa de golpe nas próximas semanas; defesa prepara recursos, mas especialistas avaliam que eles não devem impedir o cumprimento da pena
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

publicidade

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já admite a possibilidade de que ele seja transferido para um presídio em regime fechado no início de novembro, segundo informações do colunista Lauro Jardim, do O Globo. A medida deve ocorrer após o Supremo Tribunal Federal (STF) concluir a publicação do acórdão que consolida a condenação de Bolsonaro e de outros sete réus pela tentativa de golpe de Estado.

O processo está na fase de elaboração do acórdão, documento que reúne os votos e o resultado final da Primeira Turma do STF. Assim que for publicado, começa o prazo para a apresentação de recursos da defesa. Esses recursos podem atrasar a execução da pena, mas dificilmente irão revertê-la, segundo especilaistas, ouvidos pelo portal g1.

Entre as medidas possíveis estão os embargos de declaração, que servem para apontar eventuais contradições ou omissões na decisão. Embora raramente alterem o resultado, podem levar a pequenas reduções de pena. Já os embargos infringentes só são aceitos se ao menos dois ministros votarem pela absolvição. O que não ocorreu neste caso. Mesmo assim, a defesa de Bolsonaro pode apresentar o pedido, cabendo ao relator decidir se ele será aceito.

Leia Também:  Cuiabá lança 'Julho Sem Plástico' para incentivar redução do uso de descartáveis

Atualmente, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília, determinada em agosto, por suspeita de tentar interferir nas investigações sobre a tentativa de golpe. A execução da pena definida pelo STF só começará após o esgotamento dos recursos. A expectativa nos bastidores jurídicos é de que a transferência para o regime fechado aconteça logo no início de novembro.

A decisão da Primeira Turma prevê, além da prisão, o pagamento solidário de R$ 30 milhões por danos morais coletivos, a perda dos cargos na Polícia Federal de Anderson Torres e Alexandre Ramagem e a cassação do mandato de deputado federal de Ramagem, em razão da pena superior a 120 dias. O acórdão também determina que o caso seja comunicado ao Superior Tribunal Militar (STM) para que avalie a perda de postos e patentes de Bolsonaro, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira, Braga Netto e Almir Garnier. Além disso, a sentença inclui a aplicação de dias-multa como penalidade adicional.

De acordo com a Polícia Federal, Bolsonaro é investigado por supostamente tentar pressionar autoridades brasileiras com apoio de integrantes do governo dos Estados Unidos. O inquérito também cita o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o influenciador Paulo Figueiredo como envolvidos na articulação.

Leia Também:  Jayme Campos cobra urgência na renegociação de dívidas rurais; Alcolumbre promete avanço

Com a conclusão do acórdão e o fim da etapa de recursos, a transferência de Jair Bolsonaro para o regime fechado é considerada praticamente inevitável, segundo fontes próximas ao caso. A expectativa é de que o ex-presidente comece a cumprir pena em presídio ainda no início de novembro.

 

Por O Globo | Coluna Lauro Jardim

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade