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campanha da OMS

Campanha mundial destaca a importância do cuidado seguro para pessoas com doenças crônicas

Data é voltada a redução de riscos por meio de práticas que reduzam riscos e evitem danos durante o atendimento em saúde; Oncomed-MT mantém núcleo dedicado ao tema

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No dia 17 de setembro, é celebrado o Dia Mundial da Segurança do Paciente, iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) criada para ampliar a conscientização sobre a importância de reduzir danos evitáveis durante a assistência à saúde. Em 2026, a campanha tem como tema “Cuidado seguro para doenças não transmissíveis” e o slogan “Cuidado seguro para toda a vida”, chamando atenção para os desafios relacionados ao acompanhamento de pessoas que necessitam de cuidados contínuos.

A escolha do tema tem relação direta com a complexidade do cuidado de doenças como o câncer. Pacientes podem passar por diferentes etapas ao longo do tratamento, envolvendo consultas, exames, diagnósticos, medicamentos, procedimentos e acompanhamento prolongado. Em cada uma delas, existem riscos que precisam ser identificados e prevenidos.

Segundo a OMS, uma em cada dez pessoas sofre algum tipo de dano durante o atendimento em saúde no mundo, e aproximadamente metade desses danos é considerada evitável. Entre os riscos estão problemas relacionados ao diagnóstico, uso de medicamentos, comunicação e coordenação do cuidado. No caso das doenças crônicas, a necessidade de acompanhamento por períodos prolongados aumenta a exposição a esses riscos.

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Na Oncomed-MT, a segurança do paciente é um dos propósitos que orientam a atuação da instituição e está presente em toda a jornada de cuidado. Esse compromisso é acompanhado por um núcleo multidisciplinar dedicado ao tema, que atua na identificação e prevenção de situações que possam representar riscos durante a assistência. A proposta é incorporar a segurança à rotina, envolvendo processos, profissionais e, também, a participação ativa do próprio paciente e de seus acompanhantes.

“O Núcleo de Segurança do Paciente é focado em criar barreiras e evitar falhas em todas as etapas do atendimento. Não pensamos apenas no tratamento, mas em toda a experiência do paciente dentro da clínica, incluindo medicação, acessibilidade, comunicação e o cuidado com aqueles que estão mais fragilizados”, explica o oncologista clínico Gabriel Zanardo, um dos médicos do núcleo.

Entre as práticas adotadas estão a identificação do paciente, a dupla checagem de medicamentos, protocolos de prevenção de infecções e quedas, comunicação efetiva durante as transições de cuidado. “Na oncologia, a precisão é fundamental. Trabalhamos com medicamentos de alta vigilância, por isso temos protocolos rigorosos para evitar erros de dose ou de via de administração. A dupla checagem envolve toda a equipe como médicos, farmacêuticos e enfermeiros, garantindo que a medicação prescrita seja conferida antes de chegar ao paciente”, detalha Zanardo.

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A atuação também envolve o aprendizado contínuo das equipes, com identificação de falhas e gargalos voltado à melhoria dos processos. “O objetivo é identificar, aprender e melhorar. Quem está na ponta precisa se sentir seguro para apontar aquilo que deu errado ou que ainda pode ser aprimorado. É assim que conseguimos mitigar riscos e fortalecer a segurança do paciente”, afirma.

O paciente e seus acompanhantes também participam desse processo, ajudando na confirmação de informações e no esclarecimento de dúvidas durante o atendimento. “O paciente e os acompanhantes também são incluídos no processo de cuidado. A equipe confirma informações, a medicação e esclarece dúvidas. O próprio paciente também se torna uma barreira de segurança”, destaca o médico.

 

 

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