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Mês do Meio Ambiente

Brasil gera 81 milhões de toneladas de resíduos sólidos

Especialista em Gestão Ambiental aponta pequenas escolhas que fazem a diferença na hora de combater o desperdício e preservar o meio ambiente
Divulgação

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De acordo com o relatório da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (ABREMA), mais de 81 milhões de toneladas de resíduos sólidos no Brasil apenas em 2024. O número evidencia que a geração de poluentes é um dos principais problemas ambientais urbanos da atualidade. Para combater esse desafio moderno, torna essencial que as boas práticas ambientais sejam aplicadas. Nesse contexto, a sustentabilidade pode ser acessível por meio de pequenas escolhas diárias, sem a necessidade de mudanças radicais.

O consumo consciente é um dos caminhos para a redução de insumos, principalmente os industriais. Um levantamento recente da Bloomberg que aponta que 2.150 peças de roupa por segundo são descartadas apenas nos Estados Unidos, que resulta em 11,3 milhões de toneladas de resíduos têxteis por ano. “O aprendizado que temos que tomar é sobre a necessidade de consumo. Antes de comprar, é fundamental refletir se o item é realmente necessário, com que frequência será utilizado e se já não existe em casa algo que cumpra a mesma função. Outro ponto importante é reconhecer o quanto somos influenciados pelas mídias sociais, que frequentemente reforçam padrões de consumo pouco sustentáveis”, alerta Maria Cecília Miotto, professora dos cursos de Ciências Biológicas e Gestão Ambiental da UNIASSELVI.

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A adoção de hábitos sustentáveis no cotidiano é fundamental para a preservação dos recursos naturais e para o fomento da economia circular. Pequenas atitudes, como reduzir o tempo de banho, consertar vazamentos e evitar o desperdício de energia desligando aparelhos em modo stand-by e mantendo a manutenção em dia geram um impacto positivo gigantesco.

Além da economia de água e luz, a separação correta do lixo reciclável em casa é um ato essencial de cidadania. Ela garante que os materiais cheguem limpos e organizados às cooperativas, facilitando o reaproveitamento, gerando renda e evitando a sobrecarga dos aterros sanitários. Outro cuidado crucial na rotina doméstica diz respeito ao lixo eletrônico, que contém metais pesados e substâncias tóxicas. Esses materiais nunca devem ser descartados no lixo comum ou guardados em casa, devendo ser encaminhados a pontos de coleta específicos para evitar graves contaminações ambientais e riscos à saúde.

“Quando resíduos com diferentes destinações são descartados juntos, a chance de contaminação aumenta e grande parte do material que poderia ser reciclado acaba indo para aterros ou lixões”, complementa Miotto, que é Doutora em Biotecnologia e Biociências, além de Mestre em Ciência e Tecnologia Ambiental.

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Educando uma nova geração

Para que todas essas práticas de conservação perdurem, é indispensável envolver as crianças de forma leve e educativa. O exemplo dos adultos, aliado a brincadeiras, metas e pequenas recompensas, transforma a educação ambiental e financeira em um aprendizado divertido e eficaz para as futuras gerações. “O primeiro passo é dar o exemplo, pois as crianças aprendem principalmente observando as atitudes dos adultos no cotidiano”, afirma a professora da UNIASSELVI.

Diante do volume massivo de resíduos sólidos gerados, a principal recomendação das especialistas é reduzir o desperdício dentro de casa, especialmente de água, energia e alimentos. Essa redução tem como ponto de partida fazermos escolhas conscientes, planejadas e responsáveis com os recursos naturais. Não é um hábito que exige investimentos, apenas atenção e consciência.

 

 

Por Weber Shandwick

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