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Valdemar diz que Moro barrou sua convocação em CPI

Presidente do PL revela que senador atuou para barrar sua convocação na CPI do Crime Organizado. Declaração ocorre às vésperas da filiação de Moro ao partido para disputar o governo do Paraná.
Marcello Casal Jr./ Agência Brasil

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O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira (23) que o senador Sergio Moro (União-PR) lhe disse ter ajudado a barrar sua convocação à CPI do Crime Organizado no Senado. A declaração foi dada ao programa Sala de Imprensa, do SBT News, em meio à aproximação entre os dois, que deve culminar na filiação de Moro ao PL para disputar o governo do Paraná em 2026.

Segundo Valdemar, Moro lhe disse antes de uma reunião que havia votado contra sua convocação. “Não te convocamos, graças ao meu voto. Foi seis a cinco”, relatou o dirigente partidário. Valdemar também afirmou que o senador mencionou a atuação do senador Magno Malta (PL-ES) para impedir uma nova tentativa de votação do requerimento.

O pedido de convocação foi apresentado na CPI com base em declarações de Valdemar sobre doações feitas pelo empresário Fabiano Zettel, alvo da Operação Compliance Zero, à campanha de Jair Bolsonaro e ao PL em 2022. Moro discursou contra a convocação, alegando que o fato citado era lícito e não justificava a medida.

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Ainda na entrevista ao programa Sala de Imprensa, Valdemar lembrou que pediu a cassação de Moro à Justiça eleitoral, por abuso do poder econômico e político. “O Moro não gostava muito de mim antes porque eu tive um processo contra ele. O nosso pessoal veio me pedir para tirar o processo. Falei: eu não posso tirar”, declarou. “E não tirei. Mas daí acabou o processo e não deu nada”, acrescentou.

A fala de Valdemar marca uma reviravolta na relação entre os dois. Moro vai se filiar ao PL para concorrer ao governo do Paraná.

Em 2022, ainda como pré-candidato à Presidência, Moro afirmou que “quem manda no Bolsonaro é Valdemar Costa Neto” e criticou a influência do dirigente sobre o então presidente. Valdemar reagiu no ano seguinte, acusando Moro e Deltan Dallagnol de terem “ultrapassado os limites da lei” e dizendo que eles “vão pagar caro”.

O embate também foi parar na Justiça Eleitoral. O PL acionou o TSE para pedir a cassação de Moro, sob a alegação de irregularidades na campanha ao Senado. Em abril de 2024, Valdemar disse que manteve a ação para “defender os interesses políticos do partido”.

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Apesar do histórico, os dois selaram um acordo político na semana passada. Em reunião com Valdemar, Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho e Filipe Barros, Moro acertou sua ida ao PL após perder espaço para disputar o governo do Paraná na federação União Progressista. A filiação deve ser anunciada nesta terça-feira (24). Moro lidera todas as pesquisas de intenção de voto na corrida estadual.

 

Por Congresso em Foco

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