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Fiscalização

TCE-MT determina medidas para corrigir fragilidades na saúde de Confresa

Município terá 60 dias para apresentar plano de ação após levantamento identificar problemas financeiros, estruturais e assistenciais
Tony Ribeiro/TCE-MT

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O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) determinou que, no prazo de 60 dias, a Prefeitura de Confresa elabore e envie plano de ação para solucionar fragilidades que comprometem a sustentabilidade da saúde pública municipal. Sob a relatoria do conselheiro Guilherme Antonio Maluf, a medida é resultado de levantamento que analisou a situação fiscal e assistencial da saúde pública de Confresa em 2025.

Apreciado na sessão do Plenário Virtual do último dia 24, o processo foi acompanhado pela Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social (Copspas), presidida pelo relator. “O presente levantamento não se destina à imputação de irregularidades ou à responsabilização de agentes, mas à produção de informações voltadas ao aperfeiçoamento da administração municipal e ao apoio à atuação deste Tribunal de Contas”, pontuou Maluf.

Na decisão, o relator apontou que ficou demonstrado que as receitas destinadas ao financiamento da saúde não acompanham o crescimento das despesas do setor. “Embora o município tenha recebido expressivos repasses federais e estaduais, a Secretaria de Controle Externo identificou déficit de R$ 10,4 milhões entre as receitas destinadas à saúde e os gastos efetivamente realizados, cenário que vem exigindo a utilização crescente de recursos próprios para assegurar a continuidade dos serviços prestados à população.”

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Outro aspecto identificado foi a dependência de recursos municipais para o Hospital Municipal Lauro Prestes, com quase 49% dos custos suportados exclusivamente pelo município de Confresa. A unidade é considerada estratégica para a região do Norte Araguaia, atuando como referência regional para atendimentos de média complexidade e absorvendo demanda oriunda de outros municípios.

Ao analisar a situação fiscal, o conselheiro reforçou que, embora o endividamento consolidado de 25,29% da Receita Líquida Corrente (RCL) esteja dentro dos limites legais, há risco para o fluxo de caixa, uma vez que os vencimentos das parcelas coincidem com o pagamento da folha salarial.

Durante a inspeção, também foram identificadas fragilidades críticas na operação do hospital municipal. Entre elas estão problemas relacionados à segurança e ao atendimento de urgência, como a inoperância da sala vermelha e o armazenamento inadequado de gás (GLP), falhas físicas e sanitárias, como irregularidade nos serviços de nutrição e dietética (lactário e lavanderia). Também foi apontada a necessidade de adequação de equipamentos e correção no dimensionamento da equipe de enfermagem.

No voto, Maluf ressaltou que a solução para a sobrecarga da unidade depende do reordenamento de toda a rede municipal. “Desse modo, evidencia-se a necessidade de ampliação das recomendações ora propostas, de forma que não se limitem à dimensão estritamente financeiro-orçamentária, mas também contemplem os aspectos estruturais, sanitários, assistenciais e de gestão apresentados pela Copspas”.

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Além do plano de ação, o conselheiro determinou que o município fortaleça o planejamento orçamentário e financeiro, reordene os fluxos de atendimento da rede municipal, restabeleça o funcionamento da sala de emergência do hospital, adeque os serviços de nutrição e dietética e redimensione a equipe de enfermagem.

Por Secom TCE-MT
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