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Justiça Tributária

‘Sou o ministro que taxou BBB: banco, bet e bilionário’, afirma Fernando Haddad

Ministro da Fazenda afirma em entrevista que não se importa em ser associado pela oposição a novas taxações: “Estou feliz de vocês lembrarem que eu sou o ministro que teve coragem de cobrar condomínio de quem mora na cobertura e não pagava”

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Em entrevista ao Canal UOL, no final da manhã desta segunda-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou não se importar com o fato de a oposição associá-lo à criação de novas taxas. Ele respondia a pergunta sobre ataques nas redes sociais sobre o assunto. Para ele, os trabalhadores tiverem redução na carga de impostos, e as novas taxas se dirigem aos mais ricos que não pagavam o equivalente.

“Olha, eu fico muito feliz de ser lembrado como o único ministro da Fazenda dos últimos 30 anos que taxou offshore [fundos em paraísos fiscais]. Que taxou fundo familiar fechado. Que taxou paraíso fiscal. Que taxou dividendo. A oposição está certa. A taxação BBB saiu do papel. [Foi] Com o apoio da oposição, inclusive, que acabei de aprovar no Congresso Nacional no ano passado. A taxação BBB que todo mundo conhece: bancos, bets e bilionários foram taxados”, disse.

Haddad destacou que as reformas que o Governo Lula propôs e aprovou na área tributária têm o sentido de promover justiça fiscal, sem elevar a carga de impostos, e sim aliviar para as pessoas de menor renda e ampliar para quem fugia à tributação, fosse por sonegação, fosse por mecanismos de isenção.

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“Então, eu assumo que essa turma que não pagava imposto, sim, voltou a pagar. Então, se a oposição quiser bater bumbo em torno disso, be my guest Estou feliz de vocês lembrarem que eu sou o ministro da Fazenda que teve coragem de taxar o andar de cima. De cobrar condomínio de quem mora na cobertura e não pagava, acrescentou.

Quem é muito rico e não pagava imposto, agora está entendendo que vive em sociedade”, disse, ainda, Haddad.

Haddad apontou como exemplos de diminuição de taxas para os trabalhadores a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês e o fim de impostos como o ICMS sobre os alimentos, o que vai promover mais quedas nos preços.

Não basta gerar emprego

Haddad também destacou que empresários muitas vezes se defendem afirmando que geram empregos. Mas isso, segundo o ministro, não basta. Porque há bens essenciais de que o trabalhador necessita e que o salário não poderá cobrir por si só.

“Às vezes [o empresário] fala, ‘eu gero emprego’. Mas o funcionário dele não tem dinheiro para pagar escola. Quem tem que oferecer escola para o funcionário é o Estado. Às vezes a pessoa não tem o dinheiro para pagar plano de saúde. Quem tem que fornecer um Sistema Único de Saúde é o Estado. Então, essa questão, o Estado tem que prover os bens essenciais que não podem ser comprados pelo trabalhador”.

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Por Agência Gov

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