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Saúde Mental

Sofrimento masculino nem sempre parece tristeza, alerta neuropsicólogo

Neuropsicólogo alerta para sinais de sofrimento emocional entre homens, como irritabilidade, isolamento, silêncio e mudanças de comportamento

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O sofrimento emocional entre os homens nem sempre se manifesta por meio do choro, da tristeza aparente ou de demonstrações explícitas de fragilidade. Em muitos casos, os primeiros sinais surgem na forma de irritabilidade, isolamento, silêncio e mudanças repentinas de comportamento. O alerta é do neuropsicólogo Dr. Nailton Reis, estudioso das masculinidades.

Em um vídeo produzido para a campanha Setembro Amarelo nas suas redes sociais, ele chama a atenção para comportamentos que frequentemente são interpretados apenas como mau humor, frieza ou falta de interesse.

“O sofrimento masculino nem sempre parece tristeza. Quando pensamos em alguém que não está bem, normalmente imaginamos uma pessoa abatida, chorando e transbordando sentimentos. Mas, muitas vezes, o sofrimento masculino aparece de outro jeito”, explicou.

Segundo o profissional, o homem pode ficar mais distante, irritado ou calado, afastar-se das pessoas e perder o interesse por atividades de que gostava. O sofrimento também pode ser percebido no abuso de substâncias psicoativas, na dedicação excessiva ao trabalho ou até mesmo no uso constante do humor para esconder o que está sentindo.

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Para Nailton, quem está por perto pode interpretar essas mudanças como simples falta de disposição para conversar e acabar reforçando o isolamento.

“Às vezes, as pessoas olham e pensam: ‘Ele está chato, não quer conversar, está distante. É melhor deixá-lo no canto dele’. Talvez seja importante interromper esse julgamento por um momento e perguntar: o que pode estar acontecendo com esse homem?”, afirmou.

O neuropsicólogo explica que muitos homens aprendem desde cedo a esconder sentimentos, continuar cumprindo suas obrigações e seguir a vida como se nada estivesse acontecendo. Por isso, nem todos conseguem reconhecer o próprio sofrimento ou dizer claramente que precisam de ajuda.

“Nem todo mundo consegue dizer: ‘Eu não estou bem’. Principalmente entre os homens, que aprendem muito cedo a esconder o que sentem, continuar funcionando e seguir a vida como se nada estivesse acontecendo”, destacou.

Nesses casos, a mudança de comportamento pode surgir antes que o homem consiga verbalizar seus sentimentos ou pedir ajuda.

“O comportamento aparece antes do pedido de ajuda. Perceber isso não significa interpretar tudo como um problema, mas prestar atenção. Às vezes, antes de alguém conseguir falar o que sente, o corpo e o comportamento falam primeiro”, concluiu.

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A campanha Setembro Amarelo reforça a importância do acolhimento, da escuta sem julgamentos e da busca por acompanhamento profissional diante de sinais persistentes de sofrimento emocional.

Dr. Nailton Reis atende no Instituto Mentes Plurais em Cuiabá e quem estiver enfrentando uma crise ou precisar conversar pode procurar o Centro de Valorização da Vida pelo telefone 188, com atendimento gratuito e sigiloso.

 

Por Assessoria

 

Por Assessoria

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