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Protocolo Integrado

Senado aprova relatório de Jayme Campos em projeto que cria protocolo de atendimento a vítimas de violência

Senado aprova projeto relatado por Jayme Campos que cria protocolo integrado para atendimento a vítimas de estupro e outras formas de violência.

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O Senado aprovou, nesta quarta-feira (2), relatório do senador Jayme Campos ao Projeto de Lei 2.525/2024, que institui o Protocolo Intersetorial de Atendimento e Resposta Integrada em Situações de Violência. Relator da matéria no Plenário, o parlamentar votou pela aprovação do projeto, proposto pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT), que orienta a atuação das autoridades competentes em casos de estupro e de outras formas de violência física contra mulheres, crianças, adolescentes e pessoas em situação de vulnerabilidade.

O projeto estabelece diretrizes para a atuação conjunta entre segurança pública, saúde e perícia oficial, disciplinando o fluxo de atendimento às vítimas desde o primeiro contato, seja em unidade policial ou de saúde. “Foram mais de 84 mil casos de estupro em 2025, o que, por si só, demonstra o mérito da iniciativa para aprimorarmos o atendimento às vítimas”, disse.

Entre as medidas previstas estão o encaminhamento imediato para atendimento médico, a preservação de vestígios, a realização prioritária de exames periciais, a existência de espaços adequados para o acolhimento das vítimas e a capacitação periódica dos profissionais envolvidos. O texto também inclui a coleta de material para exame toxicológico, a comunicação obrigatória à autoridade policial e o reforço das competências dos órgãos de perícia oficial, inclusive quanto à realização de exames de DNA vinculados ao Banco Nacional de Perfis Genéticos.

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Em sua análise, Jayme Campos apontou dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. “O perfil das vítimas reforça a necessidade de atendimento especializado e articulado, pois em 2025, 77% dos registros corresponderam a estupro de vulnerável e aproximadamente nove em cada dez vítimas eram do sexo feminino. Entre as vítimas de até treze anos, familiares foram apontados como autores em 59,2% dos casos. A residência foi o local de ocorrência de 57,6% dos estupros e de 64,9% dos estupros de vulnerável”, afirmou.

 

Por Assessoria

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