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Crítica à mistura

Ranalli critica aumento de etanol na gasolina e cobra explicações sobre impacto nos motores

Rafael Ranalli afirma que aumento do etanol na gasolina não reduziu preços e levanta preocupação sobre possíveis impactos em veículos movidos exclusivamente a gasolina

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O vereador por Cuiabá, Rafael Ranalli (PL) criticou o aumento do percentual de etanol misturado à gasolina e afirmou que a medida não trouxe benefícios perceptíveis aos consumidores. Segundo o parlamentar, além de não resultar em redução significativa do preço nos postos, a nova composição poderá prejudicar veículos fabricados para funcionar exclusivamente com gasolina.

Em conversa com a imprensa nesta terça-feira(25), Ranalli disse que tem acompanhado relatos divulgados por mecânicos e proprietários de veículos nas redes sociais. Os conteúdos, conforme o vereador, mostram carros apresentando falhas no funcionamento, problemas nos bicos injetores e desgaste de velas após o abastecimento.

“Um carro projetado para funcionar exclusivamente com gasolina não foi preparado para rodar com uma mistura que contém praticamente um terço de etanol. Isso parece até uma questão lógica”, declarou.

O parlamentar ressaltou que não presenciou pessoalmente os problemas relatados, mas afirmou que as manifestações públicas e os vídeos produzidos dentro de oficinas justificam o questionamento sobre a medida.

Para Ranalli, a situação merece atenção especial diante do crescimento da frota de veículos importados e híbridos no país. Ele argumenta que parte desses automóveis possui motores desenvolvidos para mercados onde a gasolina apresenta composição diferente da comercializada no Brasil.

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O vereador também questionou a justificativa de que o aumento do etanol ajudaria a segurar ou reduzir o preço do combustível. Segundo ele, a diminuição esperada não chegou ao consumidor.

“Basta acompanhar os preços nos postos. Não houve uma redução proporcional no valor da gasolina. Em muitos lugares, o preço permaneceu o mesmo e, em algumas cidades, chegou até a aumentar”, afirmou.

Ranalli defendeu que os efeitos da nova mistura sejam acompanhados e esclarecidos tecnicamente. Para ele, questionar decisões que possam afetar o bolso do consumidor e a durabilidade dos veículos faz parte da atuação parlamentar.

“É nosso papel questionar. Não considero benéfico colocar praticamente um terço de etanol em um combustível utilizado por carros preparados para funcionar com gasolina”, concluiu.

Por Assessoria
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