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Projeto Verão começa em setembro: cirurgião plástico alerta para prazo de recuperação antes das férias

Com a aproximação do fim de ano, o planejamento antecipado é necessário para quem pretende conciliar cirurgia, viagens e exposição ao sol
Foto: Adobe Stock

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O mês de setembro marca o início de uma corrida contra o calendário para quem pretende realizar uma cirurgia plástica e chegar ao verão com o período de recuperação avançado. A proximidade das férias, das viagens e do Réveillon faz com que o planejamento dos procedimentos ganhe importância, já que o tempo de recuperação pode se estender por semanas ou meses, dependendo da cirurgia.

Para o cirurgião plástico Dr. Vidal Guerreiro, mestre em Cirurgia Plástica pela Unifesp e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a procura por procedimentos nos meses que antecedem o verão exige atenção ao intervalo entre a cirurgia e a programação de fim de ano.

“A cirurgia precisa ser planejada considerando o que vem depois dela. Se o paciente pretende viajar, passar alguns dias na praia ou participar de eventos em dezembro, essas datas precisam entrar na avaliação desde o início. Não se trata apenas de escolher quando operar, mas de entender se haverá tempo suficiente para uma recuperação adequada”, explica.

O alerta é importante porque a recuperação não termina necessariamente quando o paciente retoma a rotina. Procedimentos como lipoaspiração e abdominoplastia, por exemplo, podem apresentar inchaço durante meses, enquanto cirurgias mamárias e faciais também possuem períodos próprios de cicatrização e evolução do resultado.

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“É comum o paciente associar recuperação à volta ao trabalho ou às atividades cotidianas. Mas existe uma diferença entre estar funcionalmente recuperado e ter concluído todo o processo de cicatrização. O resultado também não aparece de forma imediata em muitos procedimentos”, afirma Dr. Vidal.

Sol pode interferir na cicatrização

A chegada do verão acrescenta outro fator ao planejamento: a exposição solar. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a exposição prolongada ao sol nos primeiros meses após uma cirurgia pode favorecer alterações na pigmentação e no escurecimento das cicatrizes.

Para quem pretende passar as férias em destinos de praia, o período entre a cirurgia e a viagem ganha ainda mais importância. “A exposição solar faz parte da rotina de uma viagem de verão e muitas vezes acontece por períodos muito maiores do que a pessoa imagina, seja na praia, na piscina ou durante deslocamentos. Uma cicatriz ainda em processo de maturação exige cuidados específicos, por isso não podemos tratar dezembro apenas como uma data no calendário”, destaca o cirurgião.

O planejamento também envolve a viagem em si. Em deslocamentos aéreos, principalmente em voos longos, o período prolongado sentado e com pouca movimentação exige atenção após determinados procedimentos cirúrgicos, devido ao risco de complicações tromboembólicas. A indicação e o momento adequado para viajar dependem do tipo de cirurgia, da evolução do paciente e das características do voo.

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“Não existe um prazo único para todos os pacientes viajarem de avião depois de uma cirurgia. Uma viagem curta e um voo internacional de várias horas, por exemplo, representam situações diferentes. Por isso, quem já tem uma viagem marcada precisa informar o cirurgião antes de definir a data do procedimento”, explica Dr. Vidal.

Setembro como ponto de partida

Embora setembro seja um período estratégico para quem pretende avaliar uma cirurgia antes das férias, o mês não representa um prazo universal. Dependendo do procedimento, do tempo de recuperação e da programação individual, o planejamento pode precisar começar ainda antes.

Para o especialista, antecipar a decisão é diferente de antecipar a cirurgia. “O objetivo não é correr para realizar um procedimento antes do verão. É justamente o contrário: quanto maior a antecedência, mais possibilidades existem de organizar a cirurgia dentro de um cronograma que respeite a recuperação e a rotina do paciente. O calendário do verão precisa ser compatível com o calendário do pós-operatório”, conclui.

 

Por HF Comunicação Estratégica

 

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