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EDUCAÇÃO SUSTENTÁVEL

Professores de Mato Grosso conquistam prêmio nacional com projetos sustentáveis em escolas públicas

Estado lidera número de projetos premiados em iniciativa nacional que já formou 32 mil educadores

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Projetos desenvolvidos em escolas públicas de Mato Grosso estão mostrando, na prática, como a educação pode gerar impacto direto nas comunidades. Três professores das cidades de Alto Araguaia, Aripuanã e Peixoto de Azevedo foram vencedores do Global Goals Educa, iniciativa nacional que forma professores para desenvolver ações voltadas à sustentabilidade e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU). A ação é realizada pela NTICS Projetos e conta com patrocínio da Áster, concessionária John Deere em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

No estado, as iniciativas partiram de desafios reais do cotidiano escolar e envolveram alunos, professores e a comunidade na construção de soluções que vão desde o cultivo de alimentos até a redução de resíduos e a promoção do consumo consciente. Nesse processo, a escola deixa de ser apenas um espaço de aprendizagem e passa a atuar como um território ativo de transformação. Ao todo, dez professores de diferentes regiões do país foram premiados, com iniciativas selecionadas nos estados de Mato Grosso, Bahia, Paraíba, Sergipe, Pará, São Paulo e Alagoas. Entre eles, Mato Grosso se destacou com três projetos vencedores, evidenciando a força das ações desenvolvidas nas escolas do estado.

“Quando o professor trabalha com problemas reais, o aluno passa a se envolver de outra forma e o aprendizado ganha sentido. O destaque de Mato Grosso, com três projetos entre os vencedores, mostra como esse modelo tem gerado transformação concreta dentro das escolas”, afirma Ana Xavier, CEO da NTICS Projetos.

Mato Grosso no centro das soluções

Entre os destaques, os projetos premiados partem de realidades e de cenários distintos, mas compartilham o mesmo princípio de trazer os alunos como protagonistas na construção de soluções. Em Aripuanã, na região Noroeste, a professora Anelise Winck, da E.E. Dom Franco Dalla Valle, desenvolveu com alunos do 9º ano, o projeto “A Árvore dos Sonhos” – Plantio de Batata-Doce no Saco na Horta Escolar”, que utilizou o cultivo do alimento como ferramenta de planejamento coletivo e engajamento dos estudantes.

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O plantio da batata-doce funcionou como eixo prático de um projeto que estimulou a criação colaborativa como elemento central no cotidiano escolar. “Embora seja possível conectar as atividades com diferentes disciplinas, o mais importante foi o que aconteceu com os alunos. Eles começaram a valorizar mais a alimentação saudável e reforçaram o trabalho em equipe”, completa a Anelise.

Já na cidade de Alto Araguaia, o professor Roberto Borges Pereira, da E.E. Carlos Hugueney, desenvolveu o projeto “Nossa escola, nosso lar”, voltado à conscientização sobre a gestão de resíduos no ambiente escolar. A iniciativa surgiu a partir da observação do descarte inadequado de lixo na escola, impactando diretamente a limpeza e o bem-estar no ambiente escolar.

O projeto mobilizou alunos do ensino médio em diversas ações práticas, como a instalação de lixeiras seletivas, campanhas educativas, produção de materiais informativos e a realização de palestras e atividades sobre sustentabilidade. Ao longo dos meses, o professor identificou mudanças nos hábitos e no comportamento da comunidade escolar. “Mais do que organizar o descarte de resíduos, o projeto mudou a forma como os alunos enxergam o próprio papel dentro da escola. Eles passaram a se envolver de verdade e a cuidar do espaço, levando esse aprendizado também para fora da sala”, revela Roberto.

Na região norte do estado, em Peixoto de Azevedo, a professora Adriana Tereza Alves Freitas, da E.E. 19 de Julho, desenvolveu com alunos do ensino médio o projeto “Repensando o Consumo e a Produção no Ambiente Escolar”, voltado à conscientização sobre hábitos de consumo e seus impactos no meio ambiente. A iniciativa partiu da necessidade de discutir o consumo excessivo e o desperdício dentro da própria escola. Os alunos foram incentivados a investigar problemas do cotidiano, propor soluções e implementar ações voltadas a práticas mais sustentáveis.

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Ao longo do processo, os estudantes conseguiram refletir sobre suas escolhas e sobre o impacto do consumo excessivo no meio ambiente. “Ao longo das discussões, os alunos ganharam consciência e passaram a se perceber não só como parte do problema, mas também como responsáveis por buscar soluções”, destaca Adriana.

Iniciativa premia 10 professores de 7 Estados com viagem para Bonito (MS)

Educadores participaram de uma viagem para Bonito, em Mato Grosso do Sul – Arquivo Pessoal

 

Como reconhecimento, os educadores participaram de uma viagem para Bonito, em Mato Grosso do Sul, um dos principais destinos de ecoturismo do Brasil. Durante a experiência, os professores tiveram a oportunidade de vivenciar na prática conceitos ligados à preservação ambiental, ampliando o repertório para aplicação em sala de aula.

A experiência funcionou como uma extensão dos próprios projetos, conectando teoria e prática em um contexto real de sustentabilidade e reforçando, na vivência, o papel dos educadores como agentes de transformação em seus territórios.

De acordo com Luiz Piccinin, presidente da Áster, o apoio à iniciativa é resultado de um movimento necessário na sociedade civil. “Nós defendemos a ideia de que a responsabilidade por mudanças sociais, ambientais, econômicas e educacionais não pode ficar restrita aos governos. A sociedade também tem a possibilidade de buscar parcerias e de se movimentar para encontrar soluções coletivas para problemas que afetam toda a sociedade. Começar pelas escolas, na nossa visão, é um dos melhores caminhos”, finaliza Piccinin.

 

Por Íntegra Comunicação

 

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