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Novo medicamento

Esclerose múltipla tem novo tratamento aprovado pela Anvisa

Medicamento é indicado para adultos com formas recorrentes da doença
Arquivo/HIAE

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Uma nova opção de tratamento para a esclerose múltipla (EM) no Brasil foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O registro do medicamento Briumvi ® ( ublituximabe ) foi publicado na última quarta-feira (22 / 4).

A EM é uma doença crônica, inflamatória, autoimune e neurodegenerativa que atinge o sistema nervoso central, ou se ja, o cérebro e a medula espinhal. A condiç ão é caracterizada principalmente pela destruição da mielina, substância que reveste e protege os neurônios, e está associada a uma resposta anormal do sistema imunológico. Nesse processo, células de defesa , especialmente os linfócitos B , têm papel relevante ao estimular a inflamação e contribuir para a formação de lesões na substância branca e na substância cinzenta do sistema nervoso central, o que leva ndo à disfunção neurológica progressiva .

Briumvi ® é indicado para o tratamento de adultos com formas recorrentes de EM. Sua substância ativa é o ublituximabe , um anticorpo monoclonal que atua ao reconhecer e ligar -se ao CD20, proteína presente na superfície dos linfócitos B. Essas células do sistema imunológico têm papel central na progressão da doença ao atacar a bainha protetora dos nervos no cérebro e na medula espinhal, o que causa inflamação e danos neurológicos. Ao reduzir a atividade dos linfócitos B, o medicamento contribui para a reduzir as crises da doença .

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Doença rara

Estima-se que a esclerose múltipla afete cerca de 2,9 milhões de pessoas no mundo e aproximadamente 40 mil no Brasil. A causa da doença, considerada rara, ainda não é totalmente compreendida, mas está associada à interação de fatores genéticos e ambientais. A EM ocorre mais frequentemente em adultos jovens, entre 20 e 50 anos, com pico de incidência por volta dos 30 anos, e é cerca de duas vezes mais comum em mulheres.

Clinicamente, a doença pode se manifestar de diversas formas, incluindo fadiga intensa, fraqueza muscular, alterações no equilíbrio e na coordenação, dores, depressão e problemas no controle urinário e intestinal. A evolução da doença é variável , e algumas pessoas apresentam pouca incapacidade ao longo da vida, enquanto outras podem desenvolver limitações significativas.

Embora não tenha cura, tratamentos podem ajudar a controlar a atividade inflamatória e retardar a progressão da doença . Devido ao impacto na funcionalidade, qualidade de vida e produtividade, a EM é considerada uma das principais causas de incapacidade neurológica não traumática em adultos jovens .

Leia a Resolução (RE) 1.583 /2026 no Diário Oficial da União (DOU) .

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Por Agência Gov | via Anvisa

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