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Críticas

Em Mato Grosso, riqueza não chega à mesa e Jayme Campos denuncia contradição social

Senador afirma que o Estado lidera a produção, cresce e arrecada, mas mantém milhares de famílias sufocadas por dívidas e pelo alto custo de vida

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Mato Grosso precisa transformar prosperidade em bem-estar. Da tribuna do Senado, nesta terça-feira, 5, o senador Jayme Campos (União-MT) fez um duro alerta sobre uma das maiores contradições do Estado: o líder na produção de grãos, o que concentra o maior rebanho bovino do país e figura entre as potências do agronegócio brasileiro também convive com uma população fortemente pressionada por dívidas, juros altos e renda insuficiente – o que ele chamou de ‘desigualdade estrutural’ vigente.

A riqueza que o Estado produz, segundo ele, ainda não chega de forma equilibrada à mesa das famílias. O resultado é um paradoxo social: enquanto o Estado se projeta nacionalmente pela força econômica, parte expressiva da população continua dependente de programas de transferência de renda e do crédito bancário para fechar as contas do mês.

O senador afirmou que o desenvolvimento de Mato Grosso não pode beneficiar apenas alguns setores ou uma pequena parcela da sociedade. “Ele precisa alcançar a mesa, a casa e a dignidade de cada família mato-grossense” – disse.

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Jayme citou dados do Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública, segundo os quais Mato Grosso aparece na última colocação no indicador de comprometimento de renda, que mede a relação entre dívidas bancárias e a renda total dos domicílios. O levantamento também destaca que o Estado, apesar de bem posicionado em indicadores de renda, lidera negativamente o comprometimento da renda familiar com dívidas.

Para o senador, o problema não está na ausência de trabalho ou de dinamismo econômico. Mato Grosso tem bons indicadores de emprego, solidez fiscal e capacidade produtiva. A questão central, segundo ele, está no custo de vida elevado, na baixa renda de parte da população e na falta de políticas públicas capazes de transformar crescimento econômico em melhoria concreta de vida.

“Não é justo que justamente quem gera riqueza viva pressionado por contas, juros e insegurança financeira” – ele afirmou Jayme, ao defender uma gestão mais humana e eficiente, voltada para a formação profissional, o combate às desigualdades regionais, a redução do custo de vida e a inclusão econômica verdadeira.

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O parlamentar também relacionou o drama das famílias mato-grossenses ao cenário nacional de endividamento. Levantamento recente da Confederação Nacional do Comércio apontou que o percentual de famílias brasileiras endividadas chegou a 80,4% em março de 2026, recorde histórico da série. Além disso, os juros do crédito livre para pessoas físicas seguem elevados, mantendo forte pressão sobre o orçamento doméstico.

Nesse contexto, destacou a aprovação, na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, do PL 2.356/24, de sua autoria, que institui a Política Nacional de Educação Empreendedora e Financeira. A proposta prevê a inserção de conteúdos de educação financeira, empreendedorismo e inovação no ambiente escolar e acadêmico. Após aprovação na CAE, a matéria segue para análise terminativa na Comissão de Educação e Cultura.

 

Por  Assessoria

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