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Taxa de Desemprego

Desemprego fica em 6,6%, abaixo do previsto e o menor para abril da série histórica

Renda cresce 3,2% na comparação anual e soma dos ganhos de todos os trabalhadores alcança novo recorde
Foto: Agência O Globo

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A taxa de desemprego no país surpreendeu analistas e ficou em 6,6%, abaixo do esperado pelo mercado e patamar considerado estabilidade pelo IBGE. Este é o menor para abril da série histórica, iniciada em 2012. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua e foram divulgados nesta quinta-feira pelo instituto.

Analistas do mercado financeiro projetavam que o desemprego ficasse em 6,9% no período, segundo mediana das projeções reunidas pela Bloomberg. As apostas iam de 6,87% a 7,1%. No trimestre encerrado em janeiro, que serve de comparação, o desemprego estava em 6,5%.

O mercado de trabalho seguiu absorvendo mais trabalhadores temporários, explica o analista do IBGE, William Kratochwill. A tendência natural é que o desemprego suba nos meses após janeiro, quando se encerram as contratações sazonais por causa das festas de fim de ano.

Mas, segundo Kratochwill, os dados mostram que o mercado de trabalho conseguiu até agora absorver boa parte desses trabalhadores em postos permanentes ou novas vagas. Isso se reflete, segundo ele, na estabilidade observada nas taxas de desemprego e de subutilização, reúne desempregados, pessoas que trabalham menos horas do que gostariam e trabalhadores na força de trabalho potencial.

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Emprego com carteira renova recorde

Ao todo, 103,3 milhões de pessoas estavam ocupadas no país no período. Deste contingente, 39,6 milhões de trabalhadores com carteira assinada, um novo recorde da série histórica. O emprego com carteira cresceu 0,8% em relação ao trimestre anterior e de 3,8% ante igual trimestre do ano passado.

O nível de ocupação, ou seja, a fatia da população em idade ativa que está trabalhando, atingiu 58,2%.

A ocupação só cresceu, contudo, entre fevereiro e abril deste ano, na administração pública. Das dez atividades investigadas pela pesquisa, esta foi a única com crescimento significativo. Segundo William Kratochwill, analista da pesquisa, isso se deve ao início do ano letivo, que gera demanda por professores, ajudantes, cuidadores, cozinheiros e recepcionistas.

Na comparação anual, porém, houve alta em cinco atividades: indústria (mais 471 mil pessoas), comércio (mais 696 mil), transporte (mais 257 mil), serviços administrativos e financeiros (mais 435 mil) e administração pública, saúde e educação (mais 731 mil). Em contrapartida, a agricultura perdeu cerca de 348 mil trabalhadores no período.

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O que vem por aí

A expectativa dos economistas é que o mercado de trabalho perca ritmo conforme a economia desacelere, já que os juros estão elevados e a confiança dos consumidores está em nível baixo, segundo o FGV Ibre. Mas esse cenário, além de ser esperado que aconteça de forma gradual, tem sido mais lento.

“O mercado de trabalho vem dando sinais de resiliência, especialmente nas vagas formais que continuam avançando em 2025, mas as expectativas dos empresários ainda são de desaceleração nos próximos meses”, avaliou Rodolpho Tobler, em comentário.

 

Por O Globo

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