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Violência contra a Mulher

Coronel Fernanda comemora condenação de “Aroldão”, mas critica espera de 21 anos por resposta ao crime brutal

A deputada destaca vitória da Justiça, mas cobra agilidade em casos de violência contra a mulher

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A deputada federal Coronel Fernanda (PL), que acompanhou presencialmente o julgamento no Tribunal do Júri, comemorou a condenação do advogado Aroldo Fernandes da Luz, o “Aroldão” na noite desta quinta-feira (23), mas fez questão de destacar o peso da demora: foram mais de duas décadas até que o caso tivesse um desfecho. Para ela, a decisão representa justiça, mas também expõe uma falha grave do sistema.

“É um dia de resposta, sim, mas não há como ignorar que essa resposta levou 21 anos para chegar. A Justiça que demora também machuca. Ainda assim, a condenação mostra que a violência contra a mulher não será esquecida nem tolerada”, afirmou a parlamentar, que atua como procuradora da mulher na Câmara dos Deputados.

Aroldo foi condenado a nove anos e quatro meses de prisão em regime fechado por tentativa de homicídio contra a então namorada, a advogada C.S.Q. O crime ocorreu em janeiro de 2005, em Cuiabá. A sentença foi proferida pelo Tribunal do Júri, sob presidência da juíza Mônica Peri, e o cumprimento da pena foi determinado de forma imediata.

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Após o julgamento, o réu foi encaminhado à Polinter. A previsão é de que nesta sexta-feira (24) seja transferido para uma sala de Estado Maior, em Rondonópolis.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o advogado espancou brutalmente a vítima e a abandonou desacordada em um matagal às margens da rodovia Arquimedes Pereira Lima. A mulher sofreu ferimentos gravíssimos, teve parte do crânio exposta, ficou três dias em coma e carrega sequelas permanentes.

Mesmo após sobreviver, a vítima continuou sendo alvo de ameaças. O réu chegou a ser preso novamente por descumprir medidas protetivas, com base em mensagens que indicavam risco concreto de novos atos violentos.

Para a Coronel Fernanda, o caso precisa servir de alerta. “Nenhuma mulher pode quase perder a vida e ainda ter que esperar décadas para ver seu agressor condenado. Hoje há justiça, mas o tempo que isso levou também precisa ser enfrentado”, concluiu.

 

Por Assessoria

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