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Segurança pública

Comissão de Segurança aprova proposta para extinguir Força Nacional

Projeto de Marcos Pollon prevê fim da corporação e defende reforço às polícias estaduais com recursos da União
Tom Costa/MJSP

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A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (26), o projeto de decreto legislativo 328/2024, que propõe extinguir a Força Nacional de Segurança Pública, grupo vinculado ao governo federal que atua nos Estados mediante solicitação dos governos locais. O texto segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A proposta foi apresentada pelo deputado Marcos Pollon (PL-MS) e recebeu parecer favorável do relator, Sanderson (PL-RS). Para o parlamentar gaúcho, o enfrentamento ao crime organizado deve priorizar o fortalecimento das polícias estaduais.

No texto, Pollon afirma que a Força Nacional interfere na autonomia dos Estados e avança sobre competências das polícias civis e militares. O deputado também argumenta que a manutenção da corporação gera custos elevados para a União e que os recursos poderiam ser direcionados às forças de segurança estaduais.

O autor da proposta ainda critica a atuação da Força Nacional em conflitos agrários, especialmente em disputas envolvendo produtores rurais e indígenas. Segundo ele, a corporação atua de forma “ideológica” e deixa de proteger proprietários rurais em casos de invasão de terras.

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Pollon também defende que os recursos atualmente destinados à Força Nacional sejam aplicados no fortalecimento das polícias militares e civis dos Estados.

Parecer do relator

No parecer aprovado pela comissão, Sanderson argumenta que a criação de uma força federal amplia a atuação da União em uma área que, segundo ele, é de responsabilidade dos governos estaduais.

O relator também mencionou o impacto financeiro da corporação e afirmou que os recursos poderiam ser usados em investimentos permanentes nas estruturas policiais estaduais.

 

“O fortalecimento das forças estaduais de segurança pública revela-se medida mais consentânea com o modelo federativo constitucionalmente estabelecido, valorizando os profissionais locais e promovendo maior eficiência operacional.”

Confira a íntegra do relatório.

 

Por Congresso em Foco

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