Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
Minerais críticos

China restringe comércio com dez empresas dos EUA na disputa pelo controle de terras raras

China afirma que medida protege segurança nacional e os interesses nacionais
Foto: Wikimedia Commons

publicidade

A China restringiu o comércio com ao menos dez empresas norte-americanas, em uma medida retaliatória que atinge alguns grupos centrais para os esforços dos EUA de construir uma cadeia de suprimentos de terras raras capaz de rivalizar com a de Pequim.

USA Rare Earth e MP Materials, além da fabricante de motores de alta tecnologia Aveox, estão entre as dez companhias adicionadas à “lista de entidades” da China, de acordo com um comunicado emitido pelo ministério do Comércio nesta segunda-feira (22).

A pasta chinesa afirmou que a medida foi uma resposta à inclusão “indevida” de entidades do país à “Lista de Empresas Militares Chinesas” de Washington, ao mesmo tempo em que protege a “segurança nacional e os interesses” da China.

O ministério das Finanças da China disse em comunicado que empresas nacionais estão proibidas de comprar produtos de outras 46 empresas de defesa dos EUA.

As medidas de retaliação de Pequim vieram menos de duas semanas depois de o Pentágono reincluir a gigante do comércio eletrônico Alibaba, o grupo de buscas e IA Baidu e a produtora de veículos elétricos e baterias BYD em uma lista de empresas chinesas que foram proibidas por serem consideradas um risco à segurança nacional dos EUA devido a supostas conexões com o Exército de Libertação Popular. As empresas chinesas negaram ter vínculos militares.

Leia Também:  Justiça de MT determina suspensão da cobrança de royalties da Bayer

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, se reuniram em Pequim no mês passado e concordaram em trabalhar por uma “relação construtiva de estabilidade estratégica”. A expectativa é que eles se encontrem novamente em setembro, antes do término de uma trégua em sua guerra comercial em novembro.

Os mais recentes controles de exportação chineses pareceram “comedidos e simbólicos”, afirmou um executivo norte-americano na China, que pediu para não ser identificado. Empresas dos EUA em áreas sensíveis, como tecnologia de defesa, estão quase totalmente proibidas de firmar contratos com o governo e as forças armadas chinesas.

No entanto, a decisão da China de expandir sua lista de entidades ilustra a disposição de Pequim em usar o comércio como arma.

O uso de controles de exportação de terras raras por Pequim para revidar as amplas tarifas do “Dia da Libertação” de Trump no ano passado ajudou a mudar o equilíbrio de poder nas negociações comerciais a favor da China. Desde então, os EUA intensificaram os esforços para desenvolver sua própria cadeia de suprimentos de terras raras.

Leia Também:  Rede de urgência e emergência de Cuiabá ultrapassa 70 mil atendimentos

 

Por Folha de SP | Edward White

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade