Cidadão Consumidor

www.cidadaoconsumidor.com.br
o site da cidadania
Fraude

PF combate fraudes de R$ 1 bilhão a institutos de previdência em MT

12/04/2018 - 12:02 (Foto: )

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (12) em Mato Grosso e outros 6 estados uma operação para combater um esquema de fraudes com recursos de fundos de previdência municipais que pode ter movimentado cerca de R$ 1,3 bilhão. No Estado, os mandados são cumpridos em Rondonópolis e Várzea Grande.

No total, são 60 mandados de busca e apreensão e 20 mandados de prisão temporária expedidos pela 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo. A operação é a 2ª fase da Operação Papel Fantasma, que identificou 28 institutos municipais de previdência que investiram em papéis sem lastro.
Conforme as investigações, o esquema envolvia o uso de recursos das previdências municipais em fundos de investimento que adquiriam títulos de dívidas (as chamadas debêntures) sem lastro, emitidos por empresas de fachada.
O esquema envolvia o uso de recursos das previdências municipais em fundos de investimento sem lastro. Além dos 2 municípios mato-grossenses, as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Goiás também são alvos da polícia.
"Foram identificados o envolvimento de uma empresa de consultoria contratada pelos Institutos de Previdência e elementos que apontam para corrupção de servidores ligados a alguns Institutos de Previdência", diz a PF, em nota.
Estão sendo investigados, até o momento, 13 fundos de investimento. No 2º semestre de 2016 foi constatada a existência de R$ 827 milhões em apenas oito destes fundos, dinheiro que, em última análise, destina-se ao pagamento das aposentadorias dos servidores municipais.

Os investigados responderão, na medida de suas participações, por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional (artigos 4º, 5º, 6º e 7º, III, da Lei nº 7.492/86), fraude à licitação (artigo 90, da Lei nº 8.666/93), corrupção ativa e passiva (artigos 317 e 333, do Código Penal) e lavagem de dinheiro (artigo 1º, da Lei nº 9.613/98), com penas de 2 a 12 anos de prisão. 

Fonte: Gazeta Digital | Edição: Redação