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Empoderamento Feminino

Empoderamento feminino em ampla discussão por especialistas no tema

12/03/2018 - 17:35 (Foto: )
A Sociedade Civil Organizada apresenta as demandas para debate público em relação às questões pertinentes a mulher visando o seu empoderamento, e isso passa pelo empreendedorismo, a não violência e direitos. A Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais-BPW Cuiabá, vai discutir o assunto com muita propriedade, e para isso realiza nesta terça-feira, 13 de março, das 14 às 17 horas, uma sala de debates com expressivas instituições. O evento é gratuito e aberto a todos os segmentos da sociedade. Ocorrerá no auditório do Ministério Público. Avenida Desembargador Milton Figueiredo Ferreira Mendes s/nº, Centro Político Administrativo.
O evento faz parte do 16º Março é Mulher, realizado pela ONG Feminina, que atua junto às mulheres de negócios e profissionais, e que desde o dia 1º está realizando uma grande programação. É coordenado pela Diretoria Jurídica da BPW Cuiabá. Para se ter uma ideia da dimensão da discussão, vale ressaltar que foram convidadas as seguintes debatedoras, todas confirmadas: Dra. Amini Haddad (Juíza), Jocilene Barbosa (Presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher- CEDM/MT), Dra. Lindinalva Rodrigues (Promotora de Justiça), Mariluci Delgado (Superintendente de Políticas para Mulheres do Estado de Mato Grosso), Dra. Rosana Leite (Defensora Pública), Sueli Batista (Diretora do Instituto EcoGente e Conselheira Superior da BPW Cuiabá e BPW Brasil).
Zilda Zompero, presidente da BPW Cuiabá, diz que a organização tem desenvolvido ações no tocante ao empoderamento e empreendedorismo feminino em seus projetos e que o debate legitima o trabalho da organização. Ela destacou que as convidadas são mulheres que historicamente tem se destacado na luta, não só pela igualdade, mas também  de forma relevante pela equidade. Ela disse que gostaria que o tema não ficasse apenas na sala debate, mas quer se tire um documento para ser entregue aos postulantes de cargos nos poderes Legislativo e no Executivo.
 
Relações de trabalho e lutas feministas
 
A advogada Cláudia Aquino, diretora jurídica da BPW Cuiabá é a responsável pelos trabalhos da coordenação. Ela diz que “o objetivo na realização dessa sala de debate é discutir a temática que envolve as mulheres, quanto à igualdade de gênero, a violência doméstica, a mulher na política, a mulher no mercado de trabalho, e nesse aspecto, em especial queremos levar informações às mulheres quanto aos seus direitos nas relações de trabalho”.
Rosana Leite, defensora pública, diz que ela através do Núcleo de Defesa da Mulher, da sua instituição, a Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso, ela vai abordar na oportunidade as lutas feministas, desde a sua primeira onda até a quarta onda no Brasil em 2015, com a “Primavera de Mulheres”.  Destacará como essas ondas feministas contribuíram para as leis afirmativas que hoje se encontram em vigor no mundo inteiro.
 
Empoderamento via empreendedorismo
 
Sueli Batista, empreendedora, diretora do Instituto EcoGente já  representou a BPW Brasil, como presidente, junto a cadeira que a instituição ocupa no Conselho Nacional dos Direitos das Mulheres, em Brasil, por três anos. Sua vivência em duas esferas, tanto quanto dirigente de ONG Feminina, quanto empresária ela estará compartilhando. Inclusive ela foi responsável pela redação da cartilha do projeto “Gênero, inclusão tecnológica e autonomia econômica da mulher pernambucana”, que foi implementado dentro do Programa Pernambuco – Trabalho e Empreendedorismo da Mulher, do Governo Federal, por iniciativa da Secretaria de Políticas para as Mulheres-SPM, com execução da Federação das Associações de Mulheres de Negócios e Profissionais- BPW Brasil.
O primeiro, segundo e terceiro setores conforme Sueli buscam  formas de romperem com estereótipos e outros modelos danosos ao relacionamento em comum, entre homens e mulheres, a exemplo de eliminar a ideia errada da superioridade masculina, que muitas vezes coloca o feminino na posição de subordinação. Ocorre, entretanto, que não há uma sistematização de trabalho neste sentido. “Li esta semana, por exemplo, que uma pesquisa realizada pela Tree Diversidade, uma consultoria brasileira especializada na educação e promoção de diversidade de gênero, em parceria com o Instituto Qualibest, revelou que cerca 70% das companhias brasileiras não realizam ações relacionadas à diversidade de gênero, e que apenas uma em cada cinco empresas tem canal de denúncias oficiais para assédio, mas 34% das mulheres não sentem que há garantia de sigilo e proteção”.
Sueli vai abordar um pouco de história em relação a autonomia econômica feminina e do papel que a mulher ocupa no contexto do empreendedorismo, o que segundo ela reforça o empoderamento da mulher. Ela já integrou o Comitê Executivo Nacional do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, e foi premiada com o Diploma Bertha Lutz entregue anualmente para apenas cinco mulheres pelo Senado Federal, pelo seu trabalho voltado a cidadania da mulher.
Liberdade e igualdade de direitos
Jocilene Barboza dos Santos, presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher- CEDM/MT vai abordar que a “promoção das políticas que visem eliminar a discriminação da mulher, com vistas a assegurar condições de liberdade e igualdade de direitos e plena participação nas atividades políticas, econômicas e culturais do Estado, significa incidir na desigualdade de gênero”. Ela apontou que  esta tem sido a premissa de atuação do CEDM, atento à sua finalidade.
Conforme explicou Jocilene é nítido que o CEDM tem conseguido avanços na discussão propositiva de ações junto aos órgãos competentes, o que demonstra a importância da organização coletiva; A presidente ressalta, entretanto, que  há limites na atuação dos conselhos de direitos entre estes, a insuficiência e fragmentação das políticas públicas. “Considerando a noção de empoderamento, não como uma condição de ascensão individual, isolada da mulher, mas como atuação coletiva capaz de provocar mudanças estruturais nas bases que sustentam as desigualdades de gênero, tem sido o grande desafio”, frisou, destacando ainda que discutirá como os conselhos podem contribuir para o empoderamento das mulheres e  quais tem sido os limites desta atuação.
 
Gestão, Legislação e Justiça
 
As perspectivas de gênero nas políticas públicas de gestão, legislativa e judiciária será o tema abordado por Amini Haddad, juíza de Direito do  Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso. Ela  é professora efetiva da Universidade Federal de Mato Grosso-UFMT e coordena o Núcleo de Estudos Científicos sobre Vulnerabilidades, Direito  e Gênero da FD-UFMT. É também autora-Coordenadora do Programa Justiça em Estações Terapêuticas e Preventivas e Premiada nacionalmente, em 2016, pelo Congresso Nacional, em razão de sua atuação nacional e internacional no combate à violência contra as mulheres.
No que tange a gestão destaca qual a ação pode ser desenvolvida pelos governos e empresários, no que diz respeito aos trabalhos: como disciplinar e criar incentivos de equidade entre mulheres e homens. Nos tocante ao Judiciário, Amini falará sobre como alcançar um dimensionamento de análise da perspectiva de gênero nos processos judiciais e na administração da Justiça.
No que tange ao trabalhos relativos a violência doméstica o Ministério Público do Estado de Mato Grosso tem um trabalho de redferência. Trabalham diretamente na questão: as promotoras de Justiça Lindinalva Rodrigues, Elisamara Portela e Sasenazy Daufenbach. Inclusive Lindinalva foi a primeira profissional a aplicar a Lei Maria da Penha no Brasil, em 2006, quando foi sancionada, e que a mesma já se manifestou em mais  de 35 mil processos acusando o agressor e garantindo os direitos da vítima. Por meio da Lei Maria da Penha, por exemplo, qualquer pessoa pode acusar um homem de agressão física contra uma mulher.  Há dois projetos importantes no MP/MT: “Lá em casa quem manda é o respeito” e o “Projeto Questão de Gênero”. O primeiro promove a reeducação de agressores, que estão nas cadeias, e combate a reincidência de casos no estado do Mato Grosso, e o que previne a violência doméstica e familiar e é desenvolvido em escolas públicas, dando valor especial para as mais periféricas e carentes.
 
Empoderamento da Mulher e as Políticas Públicas
 
Mariluci Galdino Delgado, advogada, ex- presidente estadual do Conselho Estadual de Assistência Social de Mato Grosso e atual Superintendente Estadual de Políticas para Mulheres disse que é praticamente inevitável discutir sobre o empoderamento da mulher sem recorrer ao fato de que o ser humano por natureza é social, isso o leva a viver em sociedade. “Viver em sociedade perpassa pela necessidade de resguardar os direitos individuais e coletivos”.
Conforme destaca a superintendente a discussão sobre o Empoderamento da Mulher e as Políticas Públicas para compreensão de uma sociedade que respeita os direitos e a igualdade de gênero sugere uma série de ações para implementação de políticas públicas. “Sabe-se que não é suficiente a criação de políticas públicas. A fase da implementação é considerada umas das mais difíceis no processo de políticas para os gestores públicos. É a fase em que se depara com a teoria e a prática”.
Para Mariluci um dos desafios para as políticas é o de superar os limites dos programas e projetos nos aspectos que reforçam os papeis tradicionais das mulheres e não contribuem para sua autonomia e empoderamento. Junto com este desafio, está levar em consideração a diversidade das mulheres, reconhecer que é preciso atender às necessidades específicas.
 
União de esforços e parceiros
 
Além dos patrocinadores, apoiadores e parceiros que estão tornando possível a realização do 16º Março é Mulher, como um todo, para a ação específica além das entidades e empresa envolvidas no debate, Cláudia Aquino, conta com a colaboração da segunda diretora jurídica, Marilza Moreira,da coordenadora do Comitê dos Direitos da Mulher, da BPW Brasil, Margarethe Nunes, da diretora de eventos, Carla Guberth, da segunda coordenadora da Comissão dos Direitos da Mulher, Fernanda Vaucher e da segunda coordenadora de Responsabilidade Social, Milena Antonelli, todas da BPW Cuiabá.
São patrocinadores ouro, a Eletro Fios, SG Consultoria, Cleide Imóveis, Multipadrão, Vida Diagnóstico e Saúde, Água Puríssima, Portal Rosa Choque, Água Viva, Carla Guberth, Hotel Delmond, e Unimed Cuiabá.
São patrocinadores prata, a Associação Comercial e Empresarial de Cuiabá-ACC, Black Angus Coworking, Sono & Cia, Alfagarves, Andréa Boutique, NB Kids, Dona Fina,  Juíza Amini Haddad, Cerimonial Cristina Mangieri, Marggoh Acessórios Finos, Studio 278, Jeunesse- Silvana Moura Alves, Tropical Piscinas, Cris Brindes, Empório das Fotos, Ótica London.
Assinam como parceiros do projeto, o Goiabeiras e a Unic, a Secretaria de Estado de Cultura do Governo de Mato Grosso, a Prefeitura de Cuiabá, a Defensoria Pública, o Ministério Público e a Company Comunicação.
Muitas empresas e pessoas também contribuíram com patrocínios bronze e apoios, a Assembleia Legislativa, através do deputado Wagner Ramos, Associação Brasileira de Recursos Humanos do Mato Grosso do Sul- ABRH/MS, ICF - International Coach Federation, Instituto EcoGente- Desenvolvimento Humano, Conexão- Escola de Liderança, a advogada Margarethe Nunes, a artista musiva Marili Grando, a Coach Adriana Telles, Ki Life, Buffet Leila Malouf- Espaço Riserva, Vinícola Aurora, Secretaria de Estado de Justiça através da Superintendência da Mulher e Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, Guru da Cidade, Espaço Nika, Sempre Fashion, FG Assesoria Esportiva (realizadora da Corrida Cheia de Charme), Reginástica, GráficaDefanti.

Haverá sorteios durante o evento: Informações fone: 30522872 

Fonte: Assessoria | Edição: Redação