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Semi-Novos/Usados
A escolha de um veículo usado já envolve mais cuidados do que um veículo novo, pois não se sabe como ele foi usado até aqui e se não há algum defeito mais escondido.
Para saber o preço correto do veículo, se ele ainda estiver em fabricação, uma boa base é o preço do veículo novo. A desvalorização é de 15% em média para veículos com um ano de uso, 20 a 25% com dois anos de uso e depois segue desvalorizando-se de 5 a 7% por ano de uso. É claro que vai depender das condições do carro, mas esta é uma boa base.
Outra fonte de consulta é a tabela FIPE, encontrada em jornais de grande circulação e revistas especializadas, além é claro, da internet.

Desconfie sempre de grande variação de preço e não faça qualquer tipo de depósito adiantado antes de avaliar o veículo.

Faça um test-drive e aproveite para conhecer o veículo e o seu dono. Não faça compra de impulso e não leve qualquer valor ao local de compra do veículo. Não faça negócio por telefone, vá casa ou loja do vendedor e nunca vá desacompanhado.
Escolhido o veículo, antes de fechar negócio, leve o carro a um mecânico de confiança, para avaliar o seu estado geral, principalmente freios, câmbio, barulhos no motor, parte elétrica e amortecedores.

Não efetue qualquer pagamento antes de verificar a documentação do veículo. O consumidor deve verificar a autenticidade da documentação junto ao DETRAN, onde também poderá consultar multas, pendências de impostos, restrições de venda e até se o veículo não foi objeto de furto.

A compra de veículo de uma pessoa física não é uma relação de consumo, portanto, não é coberta pelo Código de Defesa do Consumidor. Mas o Código Civil ampara o comprador e também garante indenizações pelos chamados vícios não informados pelo prazo de 30 (trinta) dias.

Não caia na tentação de fazer negócios por procuração. Isto é fonte certa de dores de cabeça. Se comprar, já preencha o recibo, assine e reconheça firma no ato da transação e do pagamento e transfira imediatamente o veículo para o seu nome. O prazo para transferência junto ao DETRAN é de 30 dias, mas quanto antes for feito melhor.

Mesmo que a transação seja feita com pagamento à vista e mediante assinatura do recibo, é ideal que se elabore um contrato simples entre comprador e vendedor, principalmente quando for revendedora de automóveis usados ou mesmo concessionárias.
É interessante saber que a concessionária ou revendedora, mesmo que tenha apenas intermediado a venda, responde solidariamente pelo veículo vendido e seus defeitos.
Embora o CDC estabeleça garantia de 90 (noventa) dias irrestrita para produtos duráveis como veículos, por exemplo, é comum concessionárias e revendedores fazer termos de garantia só de motor e câmbio e excluir todas as demais peças. Este procedimento não é legal e pode ser questionado na Justiça.
Se o veículo não passar na vistoria do DETRAN para transferência, por exemplo, por estar com algum reparo na lataria mal feita, ou com freios falhando ou problemas elétricos, é responsabilidade do vendedor pagar pelo conserto.


Fonte: da Redação