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Serviços Funerários
Qual a finalidade de um funeral?

 

Os funerais são rituais organizados para que os vivos mostrem o respeito para com os mortos e ajudem aos sobreviventes a começar o processo de aceitação da perda.

 

 

Por que a exposição (velório) pública?

 

A exposição do corpo é parte das muitas tradições culturais e étnicas. Muitos especialistas sobre a tristeza provocada pela dor da perda acreditam que ver o corpo auxilia no processo de aceitação, ajudando os enlutados a enfrentar a realidade da morte. A visão também é incentivada para crianças pois, segundo os especialistas, sem a visualização do corpo, a atividade do processo voluntário de aceitação é muito difícil e leva um longo tempo até a real compreensão.

 

 

O espaço para sepultamento não se está tornando escasso?

 

Em algumas áreas metropolitanas os espaços disponíveis para cemitérios públicos foram criados há mais de cinqüenta anos, na maioria das cidades do país não houve nos anos seguintes reserva de espaço para a criação de novos cemitérios. Além disso, a terra disponível para cemitérios novos é mais do que inadequada, especialmente com a explosão demográfica da população e o aumento do número de sepultamentos, causando graves transtornos em muitas cidades.

 

 

Qual é a função de uma empresa funerária?

 

A empresa funerária tem por princípio básico atender a famílias enlutadas, ajudando-as em tudo que concerne as exéquias de seu ente querido, garantindo que todas as providências tomadas estarão de acordo com as leis do município, seja no velório no ato do sepultamento.

 

 

É necessária a contratação de uma empresa funerária para enterrar os mortos?

 

Sim. Em todas as cidades brasileiras existe uma legislação municipal, com normas próprias para sepultamento, onde se faz necessária a intervenção do diretor funerário para melhor ajudar os membros da família a sepultarem seus mortos. Os regulamentos variam de cidade para cidade entretanto, inúmeras pessoas pensam estar capacitadas a resolver todos os detalhes pertinentes as matérias legais que cercam a morte e o sepultamento sem a necessária interferência do diretor funerário. Os entraves jurídicos por qualquer erro na execução da documentação ou dispositivos legais para sepultamento ou cremação, acarretam enormes transtornos aos responsáveis, ocorrendo em certas situações a necessidade de recorrer a interferência do poder judiciário.

 

 

 

 

Qual é a finalidade do embalsamamento?

 

O embalsamamento desinfeta e preserva o corpo, retardando o processo de decomposição, e realça a aparência de um corpo desfigurado pela morte ou a doença. O embalsamamento alonga o tempo entre a morte e a decomposição final, assim permitindo que os membros da família possam alongar o início ou o tempo do cerimonial, permitindo que todos se prepararem para participar de um serviço que seja reconfortante a eles.

 

 

Em que situação é obrigatório o embalsamamento de um corpo?

 

Para ser exposto em velório decorrido o prazo de 24hs do falecimento. Em qualquer situação para transporte aéreo. Em caso de viagem para longa distância ou caso vá ultrapassar o prazo de 24hs. Qualquer circunstância em que a causa da morte ou o estado do corpo assim o exija.

 

É a cremação um substituto para um funeral?

 

Não. A cremação é uma alternativa a disposição final que se dá ao corpo, diferentemente da inumação (enterro ou sepultamento), que é tradicionalmente a de se ligar o corpo a terra. Ambos são freqüentemente antecedidos por um cerimonial tradicional (velório). Hoje com o crescimento do número de crematórios em diversas cidades e estados do Brasil, inúmeras pessoas começam a manifestar a possibilidade ou desejo de serem, após sua morte, cremados. O alto custo para a montagem de um crematório, aliado a falta de poder aquisitivo por grande parte da população, é ainda um dos grandes entraves a popularização desta opção. Mas também não podemos nos esquecer que ainda não faz parte da cultura brasileira esta modalidade de destino final ao corpo

 

 

 

É possível ter um cerimonial funerário tradicional se alguém morrer do AIDS?

 

Sim, a pessoa que morre de uma doença infecto-contagiosa recebe por parte da vigilância sanitária uma atenção especial. Quando há o perigo de contaminação é exigido pelo corpo médico, que a liberação do cadáver, por parte do diretor funerário, seja em uma urna zincada hermeticamente lacrada. O que se permite velar e dependendo das circunstâncias também visualizar através do visor. Existem outras doenças que não trazem perigo de contaminação, podendo desta forma, velar de acordo com os costumes locais. Se a velório público for o usual ou vontade pessoal, essa opção está incentivada. Tocar na face ou nas mãos do defunto é perfeitamente seguro. Porque a dor da perda experimentada por familiares sobreviventes pode incluir uma variedade de sentimentos, estes podem necessitar mesmo mais sustentação do que sobreviventes de mortes de doenças naturais normais.

 

 

Quanto um funeral custa?

 

Os custos de um funeral são bastante variáveis, dependem de região para região; da urna escolhida; dos serviços opcionais, do tipo de flor, qual o arranjo, coroas, qual o velório, qual a sepultura, onde, será cremado, há documentação por fazer? Como ocorreu o falecimento? Todos estes itens influenciam no valor final.

 

O custo do funeral aumentou significativamente nos últimos anos?

 

Os custos do funeral não aumentaram mais do que o índice de preço ao consumidor para outros artigos de consumo. Se analisarmos as últimas duas décadas, esses valores receberam uma redução muito significativa. Por que os funerais são considerados caros? Quando comparados a outros eventos principais do ciclo de vida, como nascimentos e casamentos, os funerais não são caros. Um casamento dos mais simples custa no mínimo dez vezes mais; porem sendo este um evento feliz, os custos do casamento raramente são criticados. Uma funerária é um negócio de 24 horas com ritmo de trabalho intensivo, preparado com facilidades e agilidade para atendimento ao consumidor. Composto com mostruário de urnas, sala de preparação, veículos para remoção, pessoal especializado e atendimento personalizado aos responsáveis. Todas estas facilidades dispostas ao consumidor obrigam que essas despesas operacionais tenham que ser acrescidas ao custo de um funeral. Além disso, neste custo não se inclui somente mercadoria como caixão, mas todos serviços pertinentes as obrigações de um diretor funerário como: fazer os arranjos fúnebres, tratar da documentação, da reserva da capela e sepultura; das formalidades para liberação de corpo e principalmente de sua preparação; das flores, dos anúncios em jornais e outros; enfim, ocupando-se de todos os detalhes necessários. Ao contrário da crença popular, a grande maioria dos serviços funerários executados deixa uma margem de lucro bem modesta.

 

 

Que recurso tem um consumidor para solicitar um serviço pobre?

 

O serviço funeral é regulado pelas Prefeituras, seja ela própria a executante ou licenciando empresas. Na maioria de casos, o consumidor deve primeiramente discutir seu problema com o diretor funerário. Se não houver solução para o problema junto ao diretor funerário, o consumidor deve solicitar informações, se desejar, de como contatar um programa funeral gratuito de auxílio ao consumidor de sua cidade.

 

 

Os diretores funerários aproveitam o momento frágil da família enlutada para tirarem vantagem?
Os diretores funerários importam-se com as pessoas que o ajudam na sobrevivência de seu negócio, ainda de difícil aceitação e singularmente estressante. Atendem as mesmas famílias a maior parte do tempo, e muitos deles passaram a maior parte de suas vidas na mesma comunidade. Se usufruíssem dessa vantagem, não poderiam permanecer no negócio.O simples fato de encontrarmos funerárias com mais de 15 anos de existência no mercado demonstra que em sua maioria, esses diretores, respeitam e atendem aos desejos das famílias enlutadas satisfazendo-as em seus anseios.

 

 

É direito obter lucro na morte?

 

Os diretores funerários olham sua profissão como um prestador de serviço, mas é também um negócio. Como em todo o negócio as empresas funerárias devem obter lucro para poderem subsistir. Um serviço funerário requer muito tempo para sua execução: com uma margem de lucro é razoável e sendo serviços prestados necessários e complexos, satisfazendo à família, o lucro é legítimo.
Quem paga pelos funerais dos indigentes? Em cada um dos municípios brasileiros existe um serviço de atendimento para sepultamento de indigente, seja o próprio poder público, algum órgão específico, ou a própria funerária por meio de convênio com a prefeitura. A maioria dos diretores funerários, ciente das grandes dificuldades porque passam muitos consumidores; absorvem freqüentemente esses custos, indo muitas das vezes além do que é necessário, para assegurar aos falecidos, um enterro digno. É necessário que haja sempre uma pessoa responsável pelo corpo.

 

O que eu devo fazer se a morte ocorrer no meio da noite ou no fim de semana?

 

As empresas funerárias estão disponíveis 24 horas por dia, sete dias da semana. O atendimento por parte da empresa funerária é rápido? Se você pedir o auxílio imediato, sim. A família pode, logo após o falecimento, solicitar a presença do diretor funerário, para orientá-la, dar-lhe o apoio tão necessário neste momento e contar com a experiência e conhecimento das normas necessárias para que os trâmites sejam executados o mais rapidamente possível. Não importa a causa nem o local de falecimento, se convocado, ele se fará presente.

 

Se o falecimento ocorre fora do estado, pode o diretor funerário local ajudar?

 

Sim, pode ajudar-lhe em todos os momentos. Dependendo da distância do local de falecimento, poderá ele mesmo prestar todo o serviço, inclusive indo ele próprio transladar o corpo. Caso a distância seja longa, ele lhe ajudará no contato com o diretor funerário da cidade de ocorrência do óbito, preparando-se para lhe dar toda cobertura quando da chegada do corpo, ocupando-se de toda parte restante..

 

 Caso eu me decida pela cremação, posso ainda assim ter um velório?

 

Sim, freqüentemente o cerimonial (velório) precede a cremação real. Pois a visitação ao corpo em caixão aberto, faz parte de nossa cultura; sendo este o local em que a família e os amigos se encontram para homenagearem seu ente querido. O diretor funerário pode ajudar-lhe com as informações necessárias para um serviço memorial independentemente seja para sepultamento ou para uma cremação.

 

A Prefeitura Municipal de Cuiabá colocará a disposição da população, na Central Funerária, assistente social devidamente habilitado para o exercício da profissão. A assistência social deverá ser prestada durante as 24 (vinte e quatro) horas do dia, e consistirá, principalmente, em: informações e orientações relativas à contratação de funerais, a existência de serviços funerários gratuitos, translado de corpos, sepultamentos cremações e exumações; orientação sobre a existência do Seguro DPVAT e onde procurá-lo, nos casos de acidentes automobilísticos terrestres; I outras providências quando relacionadas a essas atividades; A Prefeitura Municipal contratará assistentes sociais, ou os remanejarão de uma de suas Secretarias, regulando a forma do plantão.

 


A obrigatoriedade de contratação de assistente social passará a ser da Prefeitura Municipal, já que esta dará as informações corretas, livre de quaisquer interferências econômicas.

 


Já existem nos hospitais públicos assistentes sociais e psicólogos aptos a prestarem informações e assistência devidas aos parentes dos falecidos, tornando-se necessária a presença de tais profissionais apenas na Central Funerária de Cuiabá, local onde são emitidas as certidões de óbito, e não em cada funerária. A presença nesse local é mais relevante, já que lá são feitos os pagamentos dos serviços
funerários, sendo inúteis às informações prestadas posteriormente a aquisição dos caixões e serviços.

 

O auxílio psicológico, por sua vez, também deve ser realizado por profissionais capacitados, no caso, psicólogos e não por assistentes sociais.

 


Fica, portanto, a Prefeitura obrigada a contratar, ou remanejar de uma de suas Secretarias, assistentes sociais que farão plantões, na Central Funerária, possibilitando a prestação das informações devidas 24 (vinte e quatro) horas do dia, especialmente, quanto à existência de serviço funerário gratuito para população de baixa renda e ainda, sobre o direito ao Seguro DPVAT em casos de acidente automobilísticos terrestres.

 



Fonte: da Redação