Cidadão Consumidor

www.cidadaoconsumidor.com.br
o site da cidadania
Conformidade
A qualidade dos combustíveis no Brasil é definida por um conjunto de características químicas e físico-químicas, expressas em Resoluções e Portarias da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis-ANP. Estas especificações estabelecem limites para cada característica, de modo a assegurar a qualidade de todo o combustível comercializado no país.

Um combustível que não atenda aos requisitos mínimos especificados acarreta danos ao motor e a outros componentes do veículo, rendimento insatisfatório, perda de potência e aumento do consumo. Este combustível pode também causar prejuízos ao meio ambiente pela emissão de gases e material particulado.

O IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) possui capacitação e instrumental necessário para a verificação da conformidade dos combustíveis, de acordo com especificações nacionais e internacionais.

A verificação da adulteração da gasolina com solventes pode ser determinada por cromatografia gasosa, utilizando um detector de ionização de chama que dá suporte a uma metodologia de separação e identificação de mais de trezentos e cinquenta compostos orgânicos presentes na gasolina.

A gasolina pode ser coletada pelo IPT ou pelo próprio solicitante.
 
Segundo a ANP  irregularidades mais comuns à não-conformidade dos combustíveis são:
  • adição de álcool anidro em percentual distinto do permitido (25% com tolerância de 1 ponto percentual para mais ou menos)
  • adição de solvente na gasolina e o álcool hidratado com teor alcoólico também diferente do permitido (92,6° INPM a 93,8° INPM).
  • Ainda de acordo com a ANP, há também o chamado "álcool molhado", que, na prática, é a hidratação do álcool anidro, para comercializá-lo como hidratado, com o objetivo de obter vantagem fiscal, alterando as especificações do produto. Mas a agência fiscalizadora afirma que o problema foi praticamente eliminado desde o início de 2006, quando foi determinada a adição de corante na cor laranja ao álcool anidro. Dessa forma, o consumidor tem como identificar o álcool hidratado adulterado.
 
 
Danos ao motor

Com o excesso de água no tanque de combustível, o motor, seja ele flex ou somente gasolina ou álcool, terá problemas de funcionamento. De acordo com o professor Ramón Molina, coordenador da área automotiva do curso de engenharia mecânica da UFMG, o excesso de água no combustível pode provocar falha na ignição, perda de rendimento, carbonização e aumento do consumo. Ele revela que, em motores preparados, certa quantidade de água pode até trazer ganho de potência, pois ao evaporar ajuda no resfriamento do propulsor. Mas para que isso ocorra é preciso ter medidas exatas.

Nos motores flex, de acordo com Molina, os prejuízos são menores, pois estão preparados para receber diferentes tipos de mistura. Mas, nos motores somente a gasolina, o problema é pior. O professor revela que o álcool anidro e a gasolina se misturam, mas, quando o hidratado é adicionado ao combustível derivado de petróleo, há a separação. Com isso, pode ocorrer o aumento da temperatura, causando detonação, ressecamento e oxidação de componentes do motor.

É fácil perceber quando o carro foi abastecido com combustível adulterado, ou com excesso de água ou com quantidade maior de álcool anidro. Nesses casos, ocorre oscilação da marcha lenta, cheiro estranho vindo do escapamento e fumaça branca. E o problema fica ainda mais evidente quando o tanque está mais vazio, pois assim a quantidade de água é maior. Para se precaver, o consumidor deve perder um pouco de tempo e exigir o teste na bomba, evitando prejuízo no bolso.


Fonte: da Redação